Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Ribeiro, Willian José Domingues |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-04122024-165641/
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Resumo: |
Introdução: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune reumatológica. Em casos graves, quando a atividade da doença está elevada, a pulsoterapia com glicocorticoides (GC) é administrada para induzir remissão. Apesar dos benefícios clínicos desse tratamento, ele também pode trazer efeitos adversos importantes. O treinamento físico em ambiente domiciliar tem o potencial de contrabalançar esses efeitos, mas a eficácia dessa abordagem nunca foi avaliada especificamente nessa população. Portanto, este estudo avaliou um programa de seis meses de treinamento físico em mulheres com LES severo indicadas para pulsoterapia com GC. Métodos: Após três semanas de recuperação póspulsoterapia, foram realizados testes físicos, incluindo ergoespirometria, 1RM no supino e cadeira extensora, força de preensão palmar, testes funcionais (Sentar e Levantar e TUG), e DXA para composição corporal. As participantes foram randomizadas para o grupo controle (CON) e grupo exercício (EX). O treinamento foi realizado em casa, visando desenvolver força e capacidade aeróbica através de um circuito multimodal. Resultados: Das 26 participantes que completaram os testes basais, 96% foram classificadas como sedentárias, apresentando baixa aptidão cardiorrespiratória, redução na força muscular e no desempenho em testes funcionais. A gordura corporal foi elevada (38 ± 8%), com acúmulo de gordura visceral. A análise dietética revelou alto consumo de alimentos processados e ultraprocessados e baixo consumo de alimentos minimamente processados, com ingestão inadequada de cálcio, sódio e fibras. Até o momento, 23 participantes foram randomizados (CON = 11, EX = 12), com 15 completando a intervenção (CON = 10, EX = 5). Foram 5 desistências no grupo EX e adesão ao exercício de 71 ± 25%. Após a intervenção, uma inspeção visual dos dados físicos indicou tendências de melhora na força de preensão palmar, 1RM supino e cadeira extensora, e na ergoespirometria, mas nenhum efeito significativo foi observado na análise estatística. Conclusão: As participantes apresentaram baixo condicionamento físico, alta proporção de gordura corporal e ingestão alimentar inadequada, destacando a necessidade de intervenções personalizadas de atividade física e nutrição. A intervenção teve eficácia limitada devido às desistências e baixa aderência, mas conclusões definitivas só devem ser feitas após a conclusão do projeto inteiro |