Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Aguiar, Dulce Maria de Lucena |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6135/tde-09112010-094727/
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Resumo: |
Introdução - O técnico em saúde bucal (TSB) é um profissional da equipe de saúde bucal (ESB), a quem compete a execução de ações diretas na assistência odontológica individual e nas ações coletivas de prevenção e promoção da saúde. Embora sua presença possa elevar cobertura e qualidade das ações, estudos apontam para sua subutilização, o que enseja dificuldades no campo da gestão do trabalho. Objetivo - Compreender os fatores que influenciam a prática do TSB na estratégia saúde da família. Procedimentos Metodológicos estudo descritivo, onde foram selecionados quatro municípios que se beneficiaram de Portaria do Ministério da Saúde (MS) que destinava um equipamento odontológico para as ESB com TSB: Maracanaú (CE), Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR). A amostra intencional foi composta por cirurgiões-dentistas (CD) e TSB de duas ESB de cada município, sendo uma considerada mais afastada e outra mais próxima pelo coordenador municipal de saúde bucal, segundo o modelo proposto pelo MS. Entrevistaram-se ainda gestores mais próximos da dinâmica das ESB. Analisou-se o material discursivo das 24 entrevistas em profundidade, segundo o referencial de Pierre Bourdieu. Os dados foram cotejados com o conteúdo de orientações sobre a prática do TSB e a programação das ESB, quando presentes em documentos normativos dos municípios. Resultados - A maioria dos entrevistados eram mulheres e a idade média foi 38 anos. Entre os CD, 60 por cento possuíam tempo de formação entre 5- 10 anos e 50 por cento eram especialistas em saúde coletiva. Entre os TSB, 50 por cento possuíam tempo de formação entre 2-5 anos. Em alguns casos, foi observada a existência de 6 relação entre a fala de alguns agentes e sua trajetória social. Em nível interpessoal, as principais barreiras para a participação do TSB foram relacionadas ao sentimento de incompetência do CD para supervisionar sua atividade, aliado a reduzida disposição para o trabalho compartilhado. Em nível organizacional, destacaram-se: falta de clareza quanto ao projeto de trabalho proposto para a ESB e incapacidade para colocá-lo em prática, combinado à inexistência de ações de apoio voltadas à superação dos nós críticos. Em nível geral, embora a regulamentação da profissão representasse um expressivo elemento de apoio para sua atuação, as entrevistas refletiram disputas de diferentes projetos para o TSB nos sistemas de educação e no de profissões. Conclusões a participação do TSB na estratégia saúde da família decorre de determinantes interacionais, organizacionais e sistêmicos, mediados pelos interesses e habilidades expressas pelo TSB e pelo cirurgião-dentista. A compreensão desses aspectos pode auxiliar a condução do trabalho nas unidades de atenção primária |