Por uma Estética da imanência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Xavier, Henrique Piccinato
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-13012014-124516/
Resumo: A partir da ideia de uma imanência materialista, a tese procura esboçar um sistema estético que se contraponha aos sistemas estéticos românticos e idealistas (principalmente confrontando-­se com noções provenientes do platonismo e do idea-­ lismo alemão e, também, com algumas noções de M. Heidegger). No percurso da tese são centrais as discussões sobre a possibilidade de se pensar por imagens e so-­ bre as implicações filosóficas, políticas, ideológicas e históricas da necessidade de se embaralhar ciência com poesia. O trabalho, pensado a partir de Ulysses de James Joyce, procura compreender o que as concepções de história, filosofia e política po-­ dem aprender com a experiência da literatura e para isso, a tese analisa principalmente as obras de Homero, Platão, G. Vico, Th. Adorno e B. Espinosa; além desses autores, há uma presença forte das obras de K. Marx e S. Beckett. O trabalho se desdobra a partir do capítulo doze de Ulysses, em que Leopold Bloom se confronta com o cidadão. Este confronto, em um pub de Dublin, é a uma espécie de me-­ tempsicose anacrônica do confronto ente Odisseu e Polifemo na caverna homérica. A tese analisa cinco reencarnações históricas deste confronto cavernoso, respecti-­ vamente seguindo a ordem dos capítulos, temos: cap. I -­ Ulysses de Joyce; cap. II a Dialética do Esclarecimento de Adorno e Horkheimer, principalmente Ulisses ou Mito e Esclarecimento; Cap. III a Ciência Nova de Vico, principalmente A descoberta do Verdadeiro Homero; Cap. IV -­ a Odisséia de Homero interpretada por meio da astu-­ ciosa inteligência da Métis grega; Cap. V -­ Ulysses de Joyce, principalmente o cap. XII do romance. A conclusão procura retraçar o percurso da tese, demonstrando como uma ideia de imanência materialista com base na filosofia de Espinosa esteve implíci-­ ta como o fundamento de nossa proposta de uma Estética da Imanência.