Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Araki, Ana Paula |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17157/tde-10042023-125911/
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Resumo: |
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é considerado uma emergência médica, sendo uma das principais causas de incapacidade e morte no mundo. A incapacidade representa um importante impacto à saúde pública e à família dos pacientes. O tratamento do AVC pode ser feito com a terapia endovenosa, conhecida como trombólise utilizando o medicamento rt-PA (alteplase) e o tratamento endovascular, feito através da trombectomia mecânica. O estudo teve como objetivo fazer uma avaliação econômica em saúde de pacientes com AVC agudo por microcusteio através da análise comparativa entre os diferentes tratamentos oferecidos aos pacientes com AVC agudo que estiveram internados durante o período de estudo na Unidade de Emergência do HCFMRP USP, uma autarquia publica voltado a assistência e ensino. Os dados apresentação dos dados foi utilizado o software IBM SPSS Statistics V21.0. Após a análise longitudinal do tipo coorte observou-se idade entre 18 e 86 anos, com 64,1% apresentando 60 anos ou mais, predominância para o gênero masculino, com raça branca presente em 69,2%, tais resultados corroboram com estudos prévios. A renda familiar abaixo de R$ 1900,00 foi encontrada para 48,7% dos participantes, com maioria procedente de Ribeirão Preto. A hipertensão arterial foi a comorbidade de maior prevalência (71,8%). Para análise econômica dividiu-se os participantes em quatro grupos. Os pacientes alocados no grupo 1: utilizaram o trombolítico rt-PA; grupo 2 utilizaram tratamento endovascular de trombectomia mecânica; grupo 3 utilizaram tratamento com trombolítico e tratamento endovascular de trombectomia mecânica; grupo 4 não foram elegíveis para nenhum dos dois tratamentos) e os resultados foram expressos em reais. Foi encontrado, média superior de custos para o grupo 2, porém com evidências de desfecho clínico do NIHSS da admissão, pós-procedimentos e alta. Também foi observado evidências de diferença nos escores NIHSS entre os tratamentos, com tendência diferente para o grupo 3 em comparação aos demais grupos. Encontrou-se evidências de diferença entre o Rankin de saída (na alta hospitalar) e o Rankin em 3 meses após realização do tratamento. Entretanto, não foi evidenciado diferença no perfil de variação dos Rankins entre os demais tratamentos. Ao analisarmos o total dos custos diretos e indiretos conclui-se que o custo total médio foi de aproximadamente R$ 16.000,00, sendo que a média de custo da trombectomia mecânica, grupo 2, foi a maior (R$ 40.675,41), além disso os pacientes alocados nesse grupo tiveram maior média de tempo de internação onerando os custos indiretos. Este estudo apresentou conteúdo acerca do AVC para que possam ser explorados e reproduzidos em outras instituições com a finalidade de conhecerem suas demandas como seus gastos financeiros, para melhor aproveitar seus recursos, suas estruturas e recursos humanos para otimizar seus processos de trabalho e a fim de apresentar melhores desfechos clínicos aos pacientes e à sociedade. |