Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Silva, Mariana Rosa |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48138/tde-25062021-154407/
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Resumo: |
Esta dissertação apresenta resultados de investigação que buscou identificar e analisar representações de aprendizado de leitura de alunos do ensino fundamental e de Literatura de alunos do ensino médio, bem como compará-las. Realizada com alunos do 8o ano e do 2o ano do ensino médio de uma escola da rede privada da cidade de São Paulo, esta pesquisa reuniu dados sobre crenças, opiniões e situações vivenciadas pelos alunos em sua formação literária dentro da instituição escolar. Para tanto, a coleta de dados, realizada em dois momentos novembro de 2018 e junho de 2019 deu-se por meio de questionários respondidos por 147 alunos com perguntas abertas, fechadas, bem como que utilizavam a técnica TALP. A partir de entrevistas realizadas em uma pesquisa anterior a esta, com professores de Literatura de diferentes segmentos de ensino, pôde-se observar três representações predominantes sobre o ensino desta disciplina para esses profissionais: a de bens incompressíveis (CANDIDO, 2004), a de que se trata de objeto que não pode ser ensinado e a de ensino de Literatura como experiência de leitura, vinculada à expectativa de que esse ensino resultasse em gosto, hábito, prática. Contudo, na escola, Literatura é conteúdo, ensinado, muitas vezes, por meio da historiografia literária, com pouco espaço para leitura literária em sala, o que levou à ponderação sobre a possibilidade de se afirmar que se aprende literatura, e, caso seja possível esse aprendizado, o que se aprende quando se aprende literatura. A análise dos dados evidencia que o currículo de Literatura interfere nas representações de aprendizado dos alunos, os quais, muitas vezes, reproduzem as representações de Literatura transmitidas pela escola, e por agentes do contexto socioeconômico em que vivem, e deslegitimam suas próprias práticas de leitura. Além disso, também foi possível constatar que as representações dominantes de aprendizado de leitura e de Literatura estão fortemente relacionadas à ampliação de vocabulário, a um bom desempenho em redações e à melhor compreensão de outras disciplinas escolares. A pesquisa é concebida a partir das contribuições teóricas da Estética da Recepção de JAUSS (1994) e ISER (1996), as quais dão destaque para o papel do leitor no ensino de Literatura, e os dados coletados são analisados com base nas contribuições teóricas de GOODSON (1997) (2010) e SILVA (2005) sobre currículo, MOSCOVICI (2003) e JOVCHELOVITCH (2008) sobre representações sociais e MEIRIEU (1998) sobre aprendizado. Ademais, a pesquisa dialoga com outras da mesma área, como as de ROCCO (1981), de LEAHY-DIOS (2000), de OLIVEIRA (2013) e de SOUZA (2015). |