Escrita na pré-escola: a concepção hegemônica, as diretrizes curriculares e os pressupostos contra-hegemônicos da pedagogia histórico-crítica e da psicologia histórico-cultural

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Vatanabe, Thaís Rocha Barbieri [UNESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/11449/181664
Resumo: A presente pesquisa versa sobre a linguagem escrita na pré-escola, problematizando como a concepção hegemônica, presente no documento Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil –DCNEI-, influencia os professores em suas práticas pedagógicas. O objetivo da pesquisa é analisar nas DCNEI como são tratadas as recomendações sobre a linguagem escrita na pré-escola à luz da Pedagogia Histórico-Crítica e da Psicologia Histórico-Cultural, para discutir em que medida a heterogeneidade das práticas pedagógicas, observadas no cotidiano das turmas pré-escolares, é fruto da concepção hegemônica que se expressa no documento oficial para a pré-escola e instrui o professor a trabalhar com a linguagem escrita genericamente, de forma diluída entre outras linguagens. Para isso, analisamos alguns dos principais artigos e livros sobre a linguagem escrita na pré-escola e as DCNEI, com um duplo objetivo: analisar seu alinhamento com os princípios defendidos pela teoria hegemônica da Pedagogia da Infância e em particular, como a escrita e o trabalho pedagógico dedicado a ela estão ali contemplados, cotejando com as discussões produzidas no campo acadêmico, considerando a defesa hegemônica dos autores que se amparam na Pedagogia da Infância e as contribuições teóricas contra-hegemônicas suportadas no referencial da Pedagogia Histórico-Crítica e da Psicologia Histórico-Cultural. Discutimos inicialmente o resgate histórico sobre como a linguagem escrita na pré-escola vem sendo discutida; as concepções de linguagem escrita proclamadas nas teorias hegemônica e contra-hegemônica, por meio da análise das DCNEI, documento que figura formalmente como a principal referência para as práticas educativas. As análises indicam uma deliberada imprecisão do conceito de linguagem escrita; diluição da especificidade da linguagem escrita entre outras muitas linguagens colocadas em um mesmo patamar de dificuldade; a naturalização da aquisição deste processo e a pouca intencionalidade e sistematização do trabalho docente referente a este conteúdo. Indicamos os pressupostos da Pedagogia Histórico-Crítica e da Psicologia Histórico-Cultural como caminho fértil para o ensino da linguagem escrita naquilo que cabe à educação pré-escolar. Esperamos com esta pesquisa contribuir para a reflexão dos professores de educação infantil e enriquecer as discussões acadêmicas a respeito do pleno domínio da linguagem escrita pelas crianças.