Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Testa, Lúcia Helena de Almeida [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/11449/136184
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Resumo: |
As infecções por vírus respiratórios (VR) são causas importantes de mortalidade em pacientes submetidos a Transplante de Células-Tronco Hematopoiéticas (TCTH) especialmente no período anterior à pega do enxerto. Estas infecções também podem ser adquiridas dentro dos hospitais, possivelmente transmitida por contato com profissionais de saúde ou cuidadores infectados, ou com objetos ou superfícies contaminadas. Portanto, é importante caracterizar o tipo de transmissão para que medidas rigorosas de controle possam ser implantadas. Objetivos: Analisar os casos de infecção por vírus respiratórios (VR) nos pacientes submetidos a TCTH entre agosto de 2010 a dezembro de 2013 e caracterizar os tipos de transmissão durante esse período. Método: O presente estudo foi realizado no Hospital Amaral Carvalho de Jahu nas unidades de internação e ambulatório de TCTH e na unidade de hematologia, incluindo pacientes com diagnóstico comprovado de VR por imunofluorescência ou PCR multiplex em amostras de lavado nasal. A transmissão foi definida como hospitalar na ausência de sintomas respiratórios à admissão e diagnóstico de VR comprovado laboratorialmente após cinco dias da internação ou até cinco dias após a alta hospitalar. Resultados: Durante este período 187 pacientes tiveram 214 episódios de infecção por VR. Cento e oitenta e três (85,5%) foram considerados infecção comunitária e 31 (14,5%) episódios foram considerados infecção hospitalar, sendo que 17 (7,9 %) episódios ocorreram na unidade de TCTH e 21 (9,8 %) episódios na unidade de hematologia (p=NS). A permanência hospitalar por mais de 23 dias se associou a transmissão hospitalar (p=<0,001) e o ano de 2013 mostrou uma queda significante desse tipo de transmissão (p=0,04). O VSR foi o VR com maior frequência de progressão para pneumonia. Conclusão: Concluímos que a higienização das mãos, coleta de lavado nasal (LN) antes das internações para o transplante de células tronco hematopoiéticas (TCTH), isolamento de contato para os pacientes com vírus respiratório positivo, busca ativa de sintomas e a educação continuada para os pacientes, familiares e profissionais da saúde devem ser contínua para o controle das infecções por VR nas unidades de TCTH. A maioria dessas medidas são de baixo custo e altamente efetivas. Cuidadores, contactuantes domiciliares e profissionais de saúde devem aderir às medidas de controle para garantir a segurança dos pacientes. |