Efeito da ordem de parto de vacas Nelore em pastejo: estrese no periparto, metabolismo e produção de leite.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Rodrigues, Isabela Iria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Viçosa
Zootecnia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://locus.ufv.br/handle/123456789/32428
https://doi.org/10.47328/ufvbbt.2024.319
Resumo: O período periparturiente é comumente conhecido por mudanças fisiológicas, que são desencadeadas pelo final da gestação e parto, dois eventos considerados estressores. Dados que correlacionam biomarcadores de estresse com a ordem de parto no periparto são escassos. É necessário desenvolver estudos que esclareçam o impacto do estresse doperiparto em vacas de corte em pastejo e o efeito das diferentes ordens de parto na magnitude do estresse nesse período. Portanto, o objetivo é avaliar o estresse no peripartode fêmeas Nelore em pastejo de diferentes ordens de parto. Foram utilizadas 76 fêmeas Nelore gestantes, 38 primíparas e 38 pluríparas, oriundas de três estudos desenvolvidos em três anos. Considerando o dia 0 como dia do parto, amostras de sangue foram coletadas das vacas nos dias -7, 0, 7 e 14, para análise das concentrações de cortisol, glicose, ceruloplasmina, haptoglobina, ácidos graxos não esterificados (AGNE), proteínas totais e albumina. As globulinas foram calculadas pela diferença entre proteínastotais e albumina. A concentração sérica de cortisol diferiu entre as ordens de parto (P = 0,041) e dias relativos ao parto (P < 0,0001), sendo superior para as primíparas em relação as pluríparas. Houve interação entre ordens de parto e os dias relativos ao parto para a glicose e ceruloplasmina sanguíneas (P=0,017; P=0,005, respectivamente). Nos dias -7 e0, os dois biomarcadores foram superiores em primíparas. A concentração de haptoglobina não apresentou efeito de ordem de parto, dias relativos ao parto ou interação(P ≥ 0,176). Houve interação ordem de parto e dias relativos ao parto para AGNE (P=0,022), sendo que as concentrações no dia 7 foram superiores para as primíparas (P=0,001). Para as proteínas totais e globulinas obtiveram interação significativa entre ordem de parto e dias relativos ao parto(P=0,014; P=0,049, respectivamente). No dia 0 e no dia 7, as pluríparas apresentaram concentrações mais elevadas (P = 0,004) para proteínas totais e nos dias -7, dia 0 e no dia 7 (P≤0,049) as pluríparas foram superiores para em relação as globulinas. Houve interação significativa entre as ordens de parto e os dias relativos ao parto para albumina (P=0,028), porém, o desmembramento da interaçãonão revelou diferenças entre as ordens de parto (P≥0,114). As primíparas apresentam maiores concentrações de cortisol, glicose, ceruloplasmina e ácidos graxos não esterificados, e as pluríparas maiores concentrações de proteína total e globulinas. Embora as pluríparas também experimentem alterações fisiológicas, primíparas manifestam em maior intensidade os efeitos negativos provocados pelo estresse no periparto. Palavras Chaves: Cortisol; Parto; Pluríparas; Primíparas; Proteínas de fase aguda