Desafios e necessidades de saúde do público vegetariano e flexitariano: uma pesquisa-diagnóstico utilizando método misto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Angotti, Alanis Amorim [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/63708
Resumo: A forma como estão organizados os sistemas alimentares, em especial a produção de alimentos de origem animal, utiliza de forma excessiva os recursos naturais e isso pode representar um risco para a Segurança Alimentar e Nutricional e à justiça social. Diversos organismos internacionais recomendam a redução do consumo de alimentos de origem animal e a adoção de dietas vegetarianas, tanto para garantir a preservação do meio-ambiente quanto pela saúde humana. Diante dos desafios para uma mudança do padrão alimentar, incluindo conhecimento e acesso a alimentos, é muito importante o desenvolvimento de ações de apoio aos indivíduos que buscam essa mudança. No contexto das universidades públicas e dos cursos da área da saúde, a extensão universitária pode ser uma ferramenta para esse fim. Para isso, é necessário conhecer as características desse público – vegetarianos e pessoas que reduziram seu consumo de carne - e entender quais são os problemas enfrentados por ele, sendo esse o objetivo da presente pesquisa. Trata-se de um estudo de método misto, em que foi aplicado um questionário estruturado para realizar pesquisa exploratória inicial e entrevistas em profundidade com voluntários adultos, vegetarianos e flexitarianos, recrutados por meio de redes sociais. Todo o processo de coleta de dados foi realizado virtualmente. A análise dos dados se deu por meio de estatística descritiva simples, teste de diferença entre proporções (qui-quadro), nuvem de palavras e análise de conteúdo temática. Os resultados avaliados descrevem as características do público-alvo, principais dificuldades encontradas com relação à alimentação, sua relação com profissionais da saúde e habilidades e conhecimentos que gostariam de desenvolver para facilitar sua rotina como vegetariano/flexitariano. Além disso foram verificadas associações entre dados sociodemográficos, como faixa-etária e renda, e de escolha alimentar com as principais dificuldade relatadas. As análises permitiram planejar algumas estratégias que podem auxiliar no processo de reduzir ou cessar o consumo de alimentos de origem animal, e atuar no ambiente alimentar incentivando uma alimentação ética, justa e sustentável. A partir da Educação Alimentar e Nutricional, acredita-se ser possível minimizar as dificuldades enfrentadas e auxiliar no processo de redução do consumo de alimentos de origem animal, apostando em estratégias como oficinas culinárias, oficinas de compartilhamento de conhecimentos, pensando em promoção do autocuidado com a saúde – física e mental – mas principalmente em promover pontes entre aqueles que já enxergam o especismo e os problemas relacionados aos sistemas alimentares, impulsionando o senso de comunidade e fortalecendo as motivações dessas pessoas, para que possam levar a mudança a diante.