Argumentação em um processo trabalhista de dano moral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Gois, Marcos José Vasconcelos de
Orientador(a): Neto, Joao Gomes da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/55047
Resumo: Estudamos nesta dissertação a argumentação em um processo trabalhista de dano moral, cujo objetivo foi identificar e descrever os procedimentos da Língua e, mais especificamente, do discurso utilizado no pedido de dano moral numa sentença judicial. Apoiamos nossa pesquisa nos constructos na ATD - Análise Textual dos Discursos - Adam (2011), nos estudos sobre a retórica de Aristóteles (1969) e Perelman (1996), Rodrigues, Silva Neto e Passeggi (2010); de modo metodológico, fizemos uso do método dedutivo-indutivo, pois analisamos a argumentação em um texto “desconhecido” - caso particular - com base em uma teoria já conhecida (sobre língua, texto e argumentação). Quanto à natureza e os objetivos, nossa pesquisa caracterizou-se como qualitativa e como investigação explicativa e descritiva, como procedimentos técnicos de coleta documental e pesquisa bibliográfica. Como corpus, usamos uma sentença judicial de natureza trabalhista, extraída do sítio do TRT - Tribunal Regional do Trabalho, 21ª Região. Os resultados revelaram, por meio de posicionamentos dos enunciadores nos discursos analisados, que os conectores argumentativos exerceram papéis decisivos na organização das estratégias argumentativas do texto e do discurso, orientando os coenunciadores para a conclusão desejada por seu enunciador. Foi possível também concluir que o uso dos conectores argumentativos permitiu construções com pressuposições na forma de apresentação dos argumentos e na construção da argumentação, bem como os operadores “portanto”, “porquanto”, “com a finalidade de”, mas também”, “não apenas” entre outros. Por fim, o enunciador introduziu argumentos fundamentados na utilização de marcas linguísticas capazes de demonstrar - justificar uma tese e refutar uma tese adversa rumo a uma conclusão basilar aceitável dentro de um plano de texto.