Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Silva, Bruna Vaz da |
Orientador(a): |
Maieves, Helayne Aparecida |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Alimentos
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/13822
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Resumo: |
Disfagia é a dificuldade na deglutição que afeta uma ampla faixa etária, incluindo, pessoas com doenças neurológicas. Desidratação, desnutrição e infecções pulmonares, são as complicações mais comuns desse distúrbio. Para garantir a segurança alimentar desses pacientes, a International Dysphagia Diet Standardisation Initiative (IDDSI) possui o propósito de padronizar as consistências alimentares para diferentes graus de disfagia, usando diagrama de oito níveis. O objetivo desse estudo foi analisar diferentes preparações alimentares dulcificadas de consistência modificada, indicadas a pacientes disfágicos através do teste de fluxo, classificando de acordo com os níveis propostos pela IDDSI. Foram utilizadas receitas dulcificadas descritas por Carvalho-Silva (2015). As amostras foram agrupadas em quatro categorias: "D" para bombons, "M" para musses, "P" para pavês e pudins, e "S" para sorvetes. Para realização do teste de fluxo, deve-se remover o êmbolo da seringa, cobrir a pronta da seringa com o dedo e encher até a linha de 10 mL, retirar o dedo e deixar o alimento escorrer por 10 segundos, a quantidade restante na seringa está relacionada diretamente com os níveis (1 – 4) do diagrama IDDSI. Para os bombons, as amostras D01 e D02 tiveram comportamento semelhante na consistência "pudim", com a D02 mantendo o nível 4, mesmo após a adição de 114,29 mL de diluente, enquanto a D01 alcançou o nível 3 para “mel”, “néctar” e “rala” após mais adição de diluente. Nas amostras musses, foram necessários testes complementares como garfo e inclinação da colher, pois as amostras M04, M10 e M11 apresentaram consistência mais espessa (nível 5). A amostra M10 apresentou nível 5 para a condição “pudim”, após adição de 85,71 mL para a consistência “mel” foi classificada como nível 7 "normal", no entanto com mais diluente as condições “néctar” e “rala” apresentaram níveis 3 e 2, respectivamente. Esses dados demonstram a importância de realizar os testes após a adição do diluente, pois esse pode modificar não somente a viscosidade, mas, também a aderência e coesividade do alimento. Para os pavês, as amostras P01 e P08 tiveram comportamento semelhante, alcançando o nível 4 para "pudim", nível 3 para "mel" e "néctar" e nível 2 para "rala". A proposta P07 manteve nível 7 para as consistências "pudim" e "mel". Em relação aos sorvetes, foram analisados em diferentes tempos (T0 após retirar do congelador, T1 após 30 minutos e T2 após 60 minutos em temperatura ambiente). O sorvete S01 apresentou nível 2 nos três tempos para a consistência “rala”. Porém, nas condições “néctar” e “mel”, no T0 apresentaram consistência nível 3 e no T1 e T2 passaram para nível 2. Para a consistência pudim no T0 apresentou nível 4, mas para o T1 e T2 passou a nível 3. A amostra S04, com exceção da consistência néctar teve alteração no nível IDDSI, no T2, os demais níveis permaneceram sob o mesmo nível. Embora algumas preparações tenham atingido os níveis IDDSI adequados, outras não corresponderam às classificações sugeridas, destacando a importância de uma padronização internacional com métodos simples que possam ser usados por pessoas com disfagia, cuidadores e profissionais de saúde. |