Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Godoy, Kelly Cristina da Silva |
Orientador(a): |
Souza, Alda Izabel de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/2290
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Resumo: |
A leishmaniose visceral é uma importante protozoonose de transmissão vetorial causada pela Leishmania (Leishmania) infantum chagasi e pode acometer diversas espécies, inclusive o homem. O envolvimento sistêmico e a evolução da leishmaniose visceral apresentam similaridades entre as espécies canina e humana. O cão é o principal reservatório e importante modelo experimental da parasitose. A doença promove manifestações clínicas inespecíficas e variáveis, dependendo do orgão envolvido e da resposta imunológica individual. Os órgãos do sistema fagocítico mononuclear e o tecido renal são os mais acometidos, com raros relatos, até o momento, do envolvimento miocárdico. Portanto o objetivo deste estudo foi avaliar os indicadores laboratoriais, eletrocardiográficos e histológicos de lesão cardíaca em diferentes grupos clínicos de cães com leishmaniose visceral. Foram analisados marcadores séricos, traçado eletrocardiográfico e fragmentos de tecido cardíaco de 41 cães naturalmente infectados, distribuídos em três grupos: assintomático, oligossintomático e sintomático. Todos os animais apresentaram aumento na atividade sérica da enzima creatina quinase fração MB. No traçado eletrocardiográfico, o complexo de baixa voltagem foi o distúrbio de condução mais frequente (8/12). Na análise histológica, 75,6% dos cães apresentaram reação inflamatória com predomínio de infiltrados linfohistiocítico (13/31) de intensidade discreta à moderada e distribuição multifocal. As alterações microscópicas identificadas no miocárdio foram independentes dos achados laboratoriais, eletrocardiográficos e quadro clinico apresentado pelos animais estudados. A ausência de associação entre alterações histopatológicas e os parâmetros investigados, alertam para a dificuldade de identificação de cardiopatia em cães com leishmaniose visceral e ressalta a importância de incluir a leishmaniose visceral no diagnóstico de patologias cardíacas, principalmente em regiões endêmicas para o agente. |