O farsesco em Aristófanes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Silva, Francisco Alison Ramos da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/26003
Resumo: A Comédia Antiga ateniense, cujo maior representante é Aristófanes, é essencialmente caracterizada pela mistura de gêneros literários e teatrais. Entre os gêneros que participam de sua composição, destaca-se o mimo (ou farsa), um quarto tipo de drama do qual pouco se sabe e que, diferente da tragédia, da comédia e do drama satírico, não se desenvolveu na Ática, mas em região dórica, atuando principalmente em Mégara. Em Vespas, esse mimo é evocado de modo pejorativo por Xântias, mas, ao final da peça, a personagem Filocléon ridiculamente se tranforma num verdadeiro dançarino farsesco, semelhante ao que faziam as personagens daquele drama. O teatro farsesco de Mégara é também mencionado em Paz, através da figura do poeta Cárcino, e igualmente explorado em Acarnenses, na personagem do Megarense, e em Rãs, nas personagens Héracles e Empusa. Estes tinham participação assídua no mimo dórico. Assim como o tema e as personagens, as “grosserias” de Aristófanes caracterizam na obra do poeta um elemento peculiar, de tom farsesco, obsceno, vulgar e popular, que também caracteriza aquele quarto gênero dramático. Isso legitima a discussão sobre as possíveis influências da farsa dórica sobre a comédia de Aristófanes.