Fazenda Pública e a advocacia colaborativa: perspectivas sob a ótica da efetividade do processo e da consensualidade
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Faculdade de Direito Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Direito |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19131 |
Resumo: | As relações humanas nem sempre são pacíficas. Com efeito, faz parte do cotidiano humano o conflito de interesses entre os indivíduos da sociedade, os quais invariavelmente podem dar início a um processo judicial, principalmente quando as partes não conseguem chegar a um acordo. Nesse sentido, é perceptível um fenômeno social que ocorre no Brasil, chamado de litigância desenfreada, que tem como consequência uma sobrecarga do Poder Judiciário na solução dos conflitos que lhe são submetidos. A Fazenda Pública, comumente, encontra-se em um dos polos das demandas deflagradas no Poder Judiciário, razão pela qual é necessário pensar, antes que se chegue a um colapso total do sistema, em mecanismos adequados de solução de conflitos, assim como em uma atuação mais ética e colaborativa nos processos judiciais em que ela é parte. Nessa linha, destaca-se que está em voga o chamado processo colaborativo, cujo escopo é o de unir as partes, para que, conjuntamente formando uma comunidade de trabalho, com o contraditório fortalecido, atuem de modo mais laborioso possível para que se chegue ao resultado pretendido: a tutela jurisdicional. Todavia, essa colaboração não deve se circunscrever apenas ao campo judicial, mas forçosamente é necessária uma mudança de cultura, para que esse atuar colaborativo se manifeste na via extrajudicial, com o fito de que a garantia da efetividade do processo seja preservada. Deste modo, o objetivo do presente trabalho é analisar possíveis perspectivas para a advocacia colaborativa brasileira, tendo como objeto um estudo preliminar do que é adotado na prática pela Advocacia Geral da União, identificando de que forma é possível compatibilizar a consensualidade e cooperação com os princípios previstos no artigo 37 da Constituição da República. |