Explorando as relações entre altruísmo, bem-estar subjetivo e esquemas iniciais desadaptativos
Ano de defesa: | 2016 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Psicologia BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/15390 |
Resumo: | O altruísmo é um comportamento voluntário, direcionado para ajudar o outro sem ter como objetivo recompensas externas e que envolve risco ou custos. A literatura é consistente ao apontar uma relação do altruísmo com melhor bem-estar e saúde física e mental, parecendo assim, haver uma relação entre o altruísmo e o bem-estar subjetivo. No entanto, estudos demonstram que essa relação pode não ser linear, trazendo prejuízos quando ultrapassam um nível ótimo. Um padrão de altruísmo excessivo, denominado autossacrifício, pode gerar mágoa e depressão. A partir do exposto e da falta de estudos que comprovem a relação complexa do altruísmo com o bem-estar, o presente trabalho teve como objetivo explorar as relações entre altruísmo, bem-estar subjetivo e os esquemas iniciais desadaptativos do domínio direcionamento para o outro, subjugação e autossacrifício. A amostra foi composta por 248 indivíduos de ambos os sexos, com idade média de 35,16 anos (DP=14,12) e escolaridade mínima do ensino médio incompleto. Os instrumentos utilizados foram: fator Altruísmo do Inventário de Empatia (AL), Escala de Bem-Estar Subjetivo (EBES) e Domínio Direcionamento para o Outro do Questionário de Esquemas de Young forma reduzida (YSQ-S2). A caracterização da amostra foi feita através de estatísticas descritivas e a relação entre as variáveis foi realizada pelo cálculo da Correlação de Pearson. Os resultados encontrados confirmaram parcialmente as hipóteses do estudo, demonstrando que quanto maior o nível de altruísmo, maiores níveis de direcionamento para o outro, subjugação, autossacrifício e afeto negativo e menores níveis de afeto positivo. E, de forma geral, quanto maior a presença de esquemas do domínio direcionamento para o outro, maior a frequência de afetos negativos e menor a satisfação com a vida. Desta forma, o altruísmo parece estar dentro de um continuum, que vai de um comportamento adaptativo e benéfico até um comportamento disfuncional com consequências negativas para quem o exerce. Assim, este estudo pode contribuir para o conhecimento científico acerca do altruísmo e de sua relação com o bem-estar |