Proteção social pública para povos indígenas: entre a satisfação das necessidades básicas e a garantia e promoção da autodeterminação
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Catolica de Pelotas
Centro de Ciencias Sociais e Tecnologicas Brasil UCPel Programa de Pos-Graduacao em Politica Social |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/jspui/839 |
Resumo: | O intuito desta dissertação é problematizar o alcance das ações protetivas desenvolvidas por organismos públicos junto aos indígenas kaingangs da aldeia Gyró, no que tange à satisfação das necessidades básicas e à garantia e promoção da autodeterminação. Diversos tratados internacionais e interamericanos vem sendo elaborados para assegurar e promover os direitos dos povos tradicionais de preservar suas culturas e seu habitat. O Brasil tem como legislação maior para defesa e promoção dos direitos indígenas a CF/88. Mas também é signatário de várias Convenções e Tratados que versam sobre os direitos dos povos e seus territórios. Existem avanços na legislação indigenista que são inegáveis. Mas, o que se percebe é a dificuldade de efetivação, devido tanto a fragilidade das Leis, quanto a impunidade com o descumprimento às mesmas. Assim, a luta pela manutenção dos direitos indígenas precisa ser constante, bem como a luta por novos direitos o que inclui luta por políticas públicas que respeitem a organização sociocultural da diversidade de povos indígenas do Brasil e que lhes assegure o direito de escuta para assim respeitar e promover a autodeterminação desses povos. Tem-se que levar em consideração a dificuldade de construir uma sociedade plural e diversa num país marcado pela colonialidade, pelo imperialismo e pelo neoliberalismo. Assim, o que se tem visto são ações desenvolvidas junto aos povos indígenas, que em sua maioria, não tem o propósito ou a capacidade de respeitar a organização sociocultural, tampouco de promover a autodeterminação dos mesmos. Portanto, se faz necessário o debate à cerca da implementação de políticas, programas e ações desenvolvidas junto aos povos tradicionais, para denunciar o caráter assimilador, aculturador e tutelador que estas tendem a possuir, para então qualificar as intervenções de modo que elas possam ao mesmo tempo contribuir para a satisfação de necessidades básicas e garantir e promover a autodeterminação dos verdadeiros donos destas terras. |