“Se a gente tem terra para morar, a gente tem tudo”: reflexões sobre terra, território e territorialidade a partir da Etnia Kaingang da Aldeia Gyró, Pelotas/RS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Marques, Luiza Morais
Orientador(a): Altmann, Lori
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Antropologia
Departamento: Instituto de Ciências Humanas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9338
Resumo: Esta dissertação registra a trajetória de um coletivo do povo Kaingang proveniente da Reserva Indígena Aldeia Kondá, município de Chapecó (SC) para o município de Pelotas (RS). A pesquisa etnológica parte das narrativas feitas pelos Kaingang. Destaco a luta por terra e suas formas de recriar territorialidades em espaço cedido pela Prefeitura Municipal de Pelotas (2016) e que passa a ser denominada por esse povo indígena de Aldeia Gyró. Nestas narrativas é possível observar formas e conteúdos das relações estabelecidas entre indígenas e a sociedade hegemônica, numa contínua afirmação de seu modo de ser. O texto busca compreender a relação do povo Kaingang com o território e para isso desenvolvi um estudo etnográfico, através de observação participante, registro em diário de campo e consulta bibliográfica. Parto da técnica de escuta sensível a partir das vivências estabelecidas. O foco central será compreender o significado de terra, território e territorialidade a partir do cotidiano deste coletivo Kaingang.