Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Mozer, Bruna de Araújo Pereira |
Orientador(a): |
Moreira, Maria Elisabeth Lopes |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/54555
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Resumo: |
Objetivo: Descrever os possíveis acometimentos perinatais e no neurodesenvolvimento infantil entre crianças expostas à sífilis durante a gestação comparadas com crianças que não foram expostas à sífilis. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo de caso controle. Houve aprovação do comitê de ética da instituição. Foram incluídas crianças nascidas de mulheres que tiveram resultado positivo para sífilis durante a gestação, sem outra infecção congênita associada. Para cada caso, foram selecionados dois controles pareados pelo mês de nascimento e sexo, e que não apresentavam nenhuma doença tipo TORCH ou arboviroses. Dados sociodemográficos, socioeconômicos e de saúde maternos e dados de saúde do recém-nascido foram coletados por análise de prontuário. Foi utilizado o teste estatístico de qui-quadrado, e valor de p < 0,05 foi considerado significante, sendo calculada a razão de chances (OR) bruta e seus respectivos intervalos de 95% de confiança. Resultados: Após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão, foram analisados 29 casos de exposição fetal de sífilis durante gravidez pareados com 58 controles. O estudo observou que no grupo do caso havia mulheres mais jovens e com menor escolaridade. Em relação às alterações fetais, não encontramos mudanças estruturais. Foram encontradas alterações motoras em quatro crianças do grupo exposto à sífilis na gravidez, mas que não persistiram. Até 1 ano de vida, as crianças estavam sem qualquer tipo de alteração. Conclusões: A população de mulheres mais vulnerável a adquirir infecções sexualmente transmissíveis parece ainda ser a mais jovem e com menos escolaridade. Ser exposto à sífilis durante a gravidez não aumentou o risco para atrasos de desenvolvimento provavelmente pelo tratamento adequado. |