Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2004 |
Autor(a) principal: |
Notaroberto, Suzete |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5147/tde-15102014-094827/
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Resumo: |
Introdução e objetivos: A infecção crônica pelo VHC é considerada um grave problema de saúde pública mundial. O perfil epidemiológico vem mudando desde 1992 com a obrigatoriedade da pesquisa sorológica em doadores de sangue. Atualmente o uso de drogas ilícitas injetáveis é o fator de risco mais importante. Em muitos casos o mecanismo de contaminação não é identificado sendo definido como forma esporádica. O presente trabalho avaliou aspectos demográficos e epidemiológicos de pacientes com infecção crônica pelo VHC, em acompanhamento no ambulatório de Hepatologia do Serviço de Gastroenterologia da Divisão de Clínica Médica II do Hospital das Clínicas da FMUSP. Pacientes e métodos: Foram entrevistados 700 de um total de 1.112 pacientes adultos, no período de outubro de 2001 a novembro de 2003 (49% homens, 51% mulheres). Após a assinatura do termo de consentimento esclarecido, todos os pacientes foram submetidos à entrevista com questionário elaborado para este estudo, abrangendo aspectos demográficos, fatores de risco e uso de bebida alcoólica. O diagnóstico da infecção pelo VHC foi realizado através de teste sorológico Elisa de terceira geração e pesquisa do RNA viral através da reação em cadeia da polimerase. A determinação do genótipo do VHC foi realizada em 540 amostras de soro através do sequenciamento da região 5\' UTR. A biópsia hepática foi analisada em 470 pacientes e estadiada segundo critérios das Sociedades Brasileiras de Patologia e Hepatologia. Resultados: Não houve diferença significante entre a média de idade de homens e mulheres (49 ± 12,2 anos e 51 ± 12,5, respectivamente). 60% cursaram até o ensino fundamental, 19,7% o ensino médio e 12,4% o superior. 1% dos pacientes tem ocupações ligadas ao setor primário da economia, 8% ao setor secundário e 52% ao setor terciário. 62% foram classificados como brancos e 67% como católicos. 60% referiram relacionamento estável monogâmico. Em 68,5% dos casos o diagnóstico foi estabelecido através de exames de rotina e em 19,4% durante doação de sangue. O principal fator de risco para infecção foi a realização de hemotransfusão antes de 1993 (46,4%). 10% dos pacientes referiram uso de drogas injetáveis e 3%, apresentavam ambos os fatores. Em 42% dos casos o mecanismo de infecção foi considerado como forma esporádica. O genótipo 1 foi responsável por 70% das infecções seguidas pelo genótipo 3 (25%). Grau leve de fibrose classificado como 0 ou 1 foi encontrado em 48,7% dos pacientes, estádio 2 em 18,5%, estádio 3 em 12,3% e estádio 4 (cirrose) em 20,4% dos casos. A análise multivariada mostrou que os fatores de risco para desenvolvimento de cirrose foram: uso de álcool(> 60g/dia, odds ratio 2.01), raça branca (odds ratio 2,2) e idade acima de 55,8 anos (odds ratio 2,2). Conclusões: A infecção crônica pelo VHC foi caracterizada por alta freqüência de formas esporádicas e predominância dos genótipos 1 e 3. Na maioria dos casos o diagnóstico da infecção foi realizado através de exames de rotina. Consumo de álcool acima de 60 g/dia, raça branca e idade acima de 55,8 anos foram fatores de risco para a progressão para a cirrose |