Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2004 |
Autor(a) principal: |
Cardoso, Alexandre Moraes |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59131/tde-25042007-155956/
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Resumo: |
A presente pesquisa teve como objetivos aprimorar a amostragem de Spodoptera frugiperda através do uso de armadilhas com feromônio sexual, verificar a capacidade de dispersão de Trichogramma atopovirilia como agente de controle biológico desta praga bem como avaliar a atratividade de Amaranthus sp. às fêmeas de T. atopovirilia. Para aprimorar a amostragem de S. frugiperda, os estudos foram conduzidos em dois campos comerciais de produção de milho, sendo um composto de 36,3 ha (denominado de MIP e com 30 pontos de amostragem) e outro de 10 ha (denominado de convencional e com 10 pontos de amostragem). Nestes campos foram instaladas armadilhas com feromônio sexual, distribuídas de forma aleatória e na proporção de 1 armadilha / ha. As avaliações foram realizadas duas vezes por semana durante todo o desenvolvimento das plantas, considerando-se: número de adultos machos coletados pelas armadilhas, injúria dos insetos às plantas, número de posturas e de larvas (pequenas, médias e grandes). O número de adultos coletados nas armadilhas foi correlacionado com os níveis de injúrias, número de posturas e densidade larval. O número de larvas observadas não apresentou diferença entre áreas e pontos de amostragem. A injúria dos insetos às plantas, número de posturas e de larvas pequenas não apresentaram correlação com os adultos capturados pelas armadilhas. Houve correlação significativa entre o número de larvas grandes (4o e 5o ínstares) e o número de plantas apresentando o cartucho furado ou destruído. Não houve correlação da coleta de adultos nas armadilhas com a infestação ou níveis de injúria, demonstrando que as larvas ainda precisam ser contadas para determinar o momento do seu controle. A capacidade de dispersão de T. atopovirilia foi estudada em 3 fases distintas de desenvolvimento das plantas de milho, quando estas possuíam de 4 a 6 folhas, 8 a 10 folhas e pendoamento. Em cada fase foi realizada uma infestação artificial com posturas (até 24 h) de S. frugiperda nas plantas localizadas em distâncias que variaram de 6 a 24 m do ponto de liberação do parasitóide. Logo após esta infestação, foi realizada somente uma liberação de adultos do parasitóide para cada fase da cultura e sempre no período mais fresco do dia (manhã ou entardecer). O parasitismo foi permitido durante até 48 horas quando as posturas eram recolhidas e acondicionadas em câmara climatizada até a emergência dos adultos. Os resultados indicaram que as plantas em suas diferentes fases de desenvolvimento afetaram a capacidade de dispersão dos parasitóides. As posturas localizadas nos pontos mais distantes somente foram atingidas pelos parasitóides durante a fase de desenvolvimento da cultura em que as plantas de milho estavam menores (4 a 6 folhas). Nas outras fases, os índices de parasitismo foram maiores naquelas posturas localizadas mais próximas do ponto de liberação. A atratividade de quatro espécies de Amaranthus (A. retroflexus, A. viridis, A. hybridus e A. spinosus) às fêmeas de T. atopovirilia foram avaliadas utilizando-se olfatômetro Peterson. Estas plantas foram testadas em período de desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. Adotou-se o delineamento inteiramente casualizado com 40 repetições (considerando-se um inseto/ repetição) e cada inseto foi observado durante o tempo máximo de 600 segundos. As espécies mais atrativas foram A. viridis e A. retroflexus, nos estádios vegetativo e reprodutivo, respectivamente. Quando testadas simultaneamente, as espécies de plantas não demonstraram atratividade ao parasitóide. Estes resultados sugerem a viabilidade do uso destas plantas ou seus derivados no manejo de habitats de hospedeiros e aumento de parasitismo em programas de manejo integrado de pragas. |