A teoria do Vale da Estranheza aplicada à Ciências da Comunicação: um estudo sobre os personagens de marca a partir de uma abordagem cognitivista

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Augusto Junior, Silvio Nunes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27153/tde-05092017-095727/
Resumo: Essa pesquisa possui como principal objetivo o estudo dos personagens de marca à luz da teoria do Vale da Estranheza, tendo em vista que personagens considerados estranhos podem influenciar a recepção (SPADONI, 2000; TINWELL, 2014). Desde a publicação seminal de Masahiro Mori em 1970, autor que propôs que robôs muito parecidos com seres humanos evocam uma reação aversiva (MORI; MACDORMAN; KAGEKI, 2012), foi demonstrado que essa reação ocorre sempre que um estímulo não pode ser categorizado como não-humano ou humano (SAYGIN et al., 2012). As implicações sobre as apropriações teóricas dessa abordagem pelo campo da comunicação são exploradas no decorrer dos dois primeiros capítulos. Para mensurar o efeito da estranheza sobre a atitude, foram utilizadas duas escalas: uma escala criada por Ho e MacDorman (2010; 2016) para mensurar a estranheza, e uma escala de atitude criada por Martin et al. (2004). Um total de 396 pessoas responderam a pesquisa online, predominando mulheres (60%), pessoas do Estado de São Paulo (58%), com Ensino Superior Completo ou mais (80%) e média de 29 anos. Foram utilizados os procedimentos de validação de escala para adaptar a escala da estranheza ao contexto brasileiro (DEVELLIS, 2003). Os resultados sugerem a existência de um modelo de estranheza bifatorial com 4 fatores. Contudo, o modelo de segunda ordem com a variável dependente não passou no teste de ajuste exato e aproximado do modelo. Entende-se que essa pesquisa faz contribuições relevantes às Ciências da Comunicação por lançar mão de uma teoria complementar às pesquisas do campo, e de uma metodologia pouco utilizada pelas pesquisas da área.