Os caminhos da riqueza dos paulistanos na primeira metade do oitocentos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Araujo, Maria Lucília Viveiros
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8137/tde-18012023-160736/
Resumo: Esta tese tem por objetivo identificar os caminhos, o grau de acumulação e a composição da riqueza dos moradores da região central da Capital de São Paulo na primeira metade do século XIX. Para tanto, utilizou-se principalmente das informações colhidas em inventários post-mortem e dos dados extraídos de antigos recenseamentos da Capital. Em uma amostra de 165 inventários, testaram-se vários procedimentos para averiguar o grau de acumulação do paulistano nessa época: identificou-se a evolução do valor médio dos montes brutos, comparou-se o crescimento dos montes brutos e das partilhas dos inventários de pais e filhos, assim como o crescimento dos montes brutos dos inventários de casais e o percentual de crescimento dos escravos domésticos desses moradores. Este procedimento revelou que a riqueza aumentou no lapso temporal considerado. O teste das possibilidades de dispersão da riqueza dos inventários pelo endividamento local, pelo endividamento com outras praças comerciais ou pelas disposições dos falecidos nos testamentos evidenciou que era pequeno o comprometimento da riqueza por esses fatores. O exame das opções de investimentos mostrou que os mais ricos aplicavam seus recursos principalmente em engenhos de cana de açúcar no interior, enquanto os medianamente ricos aplicavam nos negócios a crédito. As camadas médias preferiam as propriedades locais, ou seja, parte da riqueza girava o comércio citadino, e outra parte era investida na expansão das novas áreas agrícolas. Verificou-se que esses investimentos acabavam movimentando o conjunto da economia, pois não foram encontrados indícios de decadência da cidade como afirmaram alguns historiadores que escreveram sobre a urbe