O processo de integração produtiva da região de Dourados à economia nacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Silva, Walter Guedes da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-11122013-123649/
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo analisar o processo de integração produtiva da região de Dourados, localizada no sul do Estado de Mato Grosso do Sul, à economia nacional durante o período de 1976 a 2006. Uma integração que se deu pelo e para o capital, com a inserção dessa região ao novo padrão produtivo nacional que direcionou os produtores para as modernas lavouras de grãos, principalmente de soja. Essa lavoura não foi a única atividade produtiva que conferiu à região uma integração econômica, seja ao mercado nacional seja ao internacional. Desde o final da Guerra do Paraguai (1870) até meados dos anos 70, houve, pelo menos, duas outras formas de integração econômica regional. Uma delas se processou com as tradicionais atividades da pecuária bovina e do extrativismo da erva-mate ocorridas no período de 1870 a 1937, que configurou o território regional em grandes propriedades rurais voltadas ao mercado externo; a outra se processou com a necessidade da formação de um mercado de produção agrícola e de consumo de produtos industriais, que reconfigurou o território regional em pequenas propriedades rurais frutos dos projetos de colonização ocorridos no período de 1943 a 1956. A partir de 1976, com a criação do Programa Especial de Desenvolvimento da Região da Grande Dourados, as relações capitalistas de produção que se consolidaram na região deixaram de serem pautadas quase que exclusivamente pelas tradicionais atividades da pecuária bovina e do extrativismo da erva mate, para se constituírem num novo eixo de acumulação vinculado às modernas lavouras de grãos. Ao constituir esse novo eixo de acumulação, a região de Dourados foi conduzida a um processo de integração seletivo e excludente do ponto de vista sócio-territorial. Nesse processo, parte dos produtores mudaram seu eixo de acumulação para as modernas lavouras de grãos sendo inseridos à nova dinâmica produtiva nacional integrada ao novo padrão agrário de produzir.