Efeito da dor crônica no ombro no comportamento motor de uma tarefa de apontamento com o corpo inteiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Sousa, Marcello Ferraz de Campos de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47135/tde-26022019-114713/
Resumo: Em indivíduos saudáveis o desempenho motor e os parâmetros cinemáticos e espaçotemporais da tarefa de alcance já estão descritos na literatura. Até o momento nenhum estudo investigou a influência da dor crônica no ombro nessas variáveis durante a tarefa de apontamento com o corpo todo em diferentes demandas, e nem estabeleceram como é o comportamento motor. Por este motivo, o objetivo do presente estudo foi caracterizar o comportamento motor de uma tarefa de apontamento em indivíduos com dor no ombro e avaliar parâmetros de padrão de movimento, desempenho motor e equilíbrio. Trata-se de um estudo transversal realizado no Laboratório de Bioengenharia Elétrica da Escola Politécnica da USP. Participaram do estudo 20 sujeitos, sendo 11 no grupo controle (GC) e 9 no grupo com dor (GD). O experimento consistiu em realizar um alcance em três angulações distintas (menor, igual e maior que 90°) em duas velocidades (normal e rápida). Foram coletados dados de cinemática e plataforma de força. As principais medidas foram (1) índice de retidão (IR); (2) tempo de reação e movimento (3) deslocamentos angulares e lineares (4) COP e COM. Os resultados mostraram que o GD apresentou pior IR, maior tempo de reação e de movimento, os deslocamentos lineares e angulares foram mais estereotipados, os deslocamentos do COM e a velocidade de deslocamento do COP foram menores e as estratégias de equilíbrio foram menos utilizadas, gerando manutenção do controle em bloco. Desta forma, conclui-se que o comportamento motor é alterado no GD e as variáveis de padrão de movimento, desempenho motor e de equilíbrio foram piores na comparação com indivíduos saudáveis