Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
1998 |
Autor(a) principal: |
Torres, Ana Teresa Castro |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6132/tde-07042020-133416/
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Resumo: |
Objetivo: Determinar a soroprevalência para doença de Chagas, estabelecer a distribuição dos triatomíneos domiciliados nas moradias amostradas e a vulnerabilidade das comunidades em relação à doença de Chagas. Métodos. Estudou-se uma amostra aleatória da população de 5 a 14 anos, residente nos municípios que conformam a região fisiográfica do sopé da cordilheira oriental do estado de Meta; e por conveniência da população de 15 ou mais anos, nos municípios onde foram encontrados triatomíneos. As 582 amostras foram tomadas mediante punção venosa. Seu processamento foi realizado no Laboratório Zonal, Instituto Nacional da Saúde, Colômbia e no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo. As técnicas aplicadas foram ELISA (UMELISA, EPI e TESA) e IFI. Considerou-se caso positivo quando no mínimo duas provas de cada amostra foram positivas. As moradias foram fumegadas com K-Otrine 50 (deltametrhin) e Lambdacyalotrina (Icon). Resultados: Soroprevalência negativa na população de 5 a 14 anos e 7,7% na população de 15 ou mais anos, nos municípios, onde verificou-se a presença de população amostral infectada pelo T. cruzi - área endêmica-, a soroprevalência rural, calculada por 10.000 habitantes, foi de 7,4 em Cumaral e 2,7 em San Juan de Arama. A soroprevalência urbana foi de 4,8 em San Juan de Arama e 0,09 em Vilavicencio, constituindo-se assim em área endêmica. Na região estão presentes condições ecológicas, socioeconômicas - 22% a 30% de ranchos, moradias provisórias, alta migração e pobreza - e político-ideológicas que tornam vulnerável esta região à domiciliação dos triatomíneos. Se acharam 52 exemplares: R. prolixus (67,1%), R. pictipes (27,0%)e T. dimidiata (3,9%). Após 8 meses, não se detectou reinfestação por triatomíneos em 20% das moradias. Os índices de infestação, densidade e dispersão encontrados foram respectivamente 2,1 %, 7,7% e 24,4%. Antecedentes transfusionais, sexo e tipo de moradia (ranchos), zona de procedência, não foram estatisticamente significantes (p<0.05) quando associados aos casos positivos. Conclusões. Baseado na soroprevalência negativa na população de 5 a 14 anos conclui-se que na região do sopé da cordilheira do Estado de Meta não está ocorrendo transmissão vetorial. A população de 15 ou mais anos apresentou soroprevalência de 7,7%, (7/90), sendo que quatro dos casos positivos correspondiam ao grupo etário de 35 a 49 anos, que analisados, foram considerados como autóctones do Estado. A área de risco, onde foram encontrados triatomíneos, ficou constituída pelos municípios de Cumaral, Restrepo, Lejanias, San Juan de Arama, Guamal e Villavicencio. A área endêmica, onde se verificou a presença de casos positivos, abrange os municípios de Villavicencio, Cumaral e San Juan de Arama, sem acrescentar aqueles com casos confirmados por IFI do Laboratório Zonal. Entretanto, todos os municípios oferecem condições ecológicas e socioeconômicas favoráveis à domiciliação dos triatomíneos, dentre delas, o conflito armado afeta predominantemente. Considera-se que estes fatores tomam os municípios extremamente vulneráveis à infestação e/ou reinfestação de vetores. |