Cartografia e aprendizagem social: a experiência de mapeamento participativo das Comunidades Quilombolas Ribeirão Grande e Terra Seca, Barra do Turvo/ SP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Souza, Társio Magalhães Tognon Vieira de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/106/106132/tde-21072021-135925/
Resumo: Nas últimas cinco décadas as abordagens participativas ganharam espaço nas ações governamentais, de organizações supranacionais e da sociedade civil junto às comunidades tradicionais ou tribais, como estratégias para conciliar desenvolvimento socioeconômico e preservação ambiental. Agrupadas sob diversos rótulos, as práticas de mapeamentos participativos exigem uma criteriosa reflexão acerca de seus potenciais, implicações éticas e problemáticas relacionadas ao crescente uso dos mapas e das tecnologias de informação espacial em comunidades caracterizadas por vulnerabilidades socioeconômicas e frequentemente envolvidas em conflitos territoriais e ambientais com diferentes sujeitos sociais. Alinhada a esta preocupação, o presente trabalho apresenta os resultados dos mapeamentos realizados nas comunidades quilombolas Ribeirão Grande e Terra Seca, no município de Barra do Turvo, estado de São Paulo, Brasil, entre os anos de 2012 e 2015. A pesquisa inclui, além dos mapeamentos realizados, a reflexão teórica empreendida como também considerações sobre os desdobramentos dos mapeamentos realizados nas referidas comunidades. Para isso, articulamos os pressupostos teóricos da pesquisa-ação com a discussão conceitual em torno do conceito de território e de identidade, abordando também algumas das questões que emergem do contexto local, de forma a confirmar a hipótese de que o mapa e os mapeamentos participativos constituem uma potente estratégia para a compreensão da realidade e dos desafios locais, seja por parte do pesquisador, seja por parte dos moradores que participaram do processo.