Pastagens diferidas e bovinos suplementados: valor nutritivo, comportamento ingestivo e produção animal durante o período seco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Manço, Marisa Xavier
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74131/tde-21052021-140320/
Resumo: Pastos têm sua produção influenciada pelo clima tropical, fazendo-os produzir capim de baixa qualidade e escasso na época da seca. Neste contexto, os animais produzem menos. A vedação de pastos pode minimizar este problema, sendo feita no final da estação de águas e utilizada na seca, preferencialmente com suplementação. As características do pasto vedado influenciam no comportamento ingestivo de animais suplementados. Implantou-se a pesquisa na USP/FZEA em área experimental com 16 piquetes de 1,5 ha, formados por Marandu. O experimento foi fatorial 2 x 2, com 4 tratamentos: altura de vedação (10 ou 20 cm) e 2 níveis de suplementação (0,3 ou 0,6% do peso corporal = %PC), delineados em blocos casualizados e quatro repetições. Para avaliar o comportamento ingestivo foram utilizadas três técnicas: observação visual, gravação de áudio e a bromatologia da simulação de pastejo, taxa de lotação (TL), ganho médio diário (GMD) e ganho de peso total. Baixa suplementação em pastos vedados a 10 cm estimulou os animais a se deslocarem mais, a mastigarem mais vezes a dieta e, ainda, permanecerem por menos tempo na estação de pastejo, quando comparados àqueles vedados a 20 cm, principalmente no período da tarde. Os animais foram mais eficientes em seus bocados, quando estavam em pastos vedados a 10 cm. Animais suplementados a 0,3% do PC tiveram menor tempo de pastejo no início do ciclo, porém maior tempo de ruminação. Ao final do ciclo, ruminaram por menos tempo. Os que receberam 0,6 %PC, tiveram comportamento contrário. Já os que estavam a 20 cm, independentemente da suplementação, os que estavam em pastos vedados a 20 cm, aumentaram o tempo em ruminação. Animais tiveram mais tempo de ócio quando foram mais suplementados e, também, no mês de setembro. Nas amostras de simulação de pastejo, onde os animais receberam maior suplementação (0,6 %PC) continham maiores teores de PB e FDA, sem diferença nos de FDN. A altura de vedação não diferiu em relação a PB, mas a 10 cm, os teores de FDN e FDA eram menores. Em setembro, os pastos apresentaram mais PB e menos FDN e FDA, invertendo seus teores no final do pastejo. A DIVMS teve comportamento inverso ao LDA. Pastos vedados a 10 cm e com animais suplementados a 0,3% do PC, apresentaram-se mais digestíveis no início da estação de pastejo. O mesmo comportamento foi observado naqueles com 0,6% PC apenas no final do ciclo de pastejo. A TL aumentou no decorrer dos meses nos pastos vedados a 10 cm e com animais suplementados a 0,3% PC. O GMD e o ganho de peso total foram superiores nos pastos vedados a 10 cm, ou naqueles que os animais recebiam maior nível de suplementação ou no meio do ciclo de pastejo. A interação entre os fatores propostos causam alterações no comportamento ingestivo dos animais.