Devastação ambiental e defesa da vegetação nativa: Brasil e as regiões de Ribeirão Preto-SP e São Félix do Xingu-PA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Andrade Júnior, José Roberto Porto de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-05112020-203307/
Resumo: Esse trabalho tem como tema a polarização entre os processos de devastação dos ecossistemas de vegetação nativa e de proteção da natureza. Sua delimitação territorial engloba o Brasil e as regiões de Ribeirão Preto-SP e São Félix do Xingu-PA, associando uma análise nacional com dois estudos de caso de regiões bastante distintas do ponto de vista social, econômico e ecológico. A delimitação temporal da tese engloba o largo período situado entre 1822 e 2010, com especial atenção analítica no intervalo situado entre 1985 e 2010. O referencial teórico adotado na pesquisa é a sociologia acontecimental, do campo da sociologia histórica. Entre as principais técnicas de pesquisa utilizadas, destaco a elaboração de cronologia dos principais eventos da história das lutas em defesa da vegetação nativa; a realização de entrevistas semiestruturadas; a análise de documentos e de material jornalístico; a realização de survey de processos judiciais e de decisões judicias; a realização de survey de processos administrativos e a montagem de bancos de dados com informações de fontes diversas. São duas as hipóteses principais que estruturam a discussão da tese: 1) a história das lutas em defesa da vegetação nativa no Brasil possui três períodos principais, caracterizados por tendências e por rotinas distintas, reproduzidas nos principais campos de conflito em que essas disputas ocorrem no país: um primeiro período, que vai da independência até 1930; um segundo período, que vai de 1930 a 1985; e um terceiro período, o contemporâneo, que vai de 1985 aos dias atuais. 2) O auge do êxito das lutas em defesa da vegetação nativa na história do Brasil ocorreu no período contemporâneo, materializando no país, a partir de 1995, uma tendência de reforma ambiental, entendida como mudança positiva - limitada e politicamente constituída - da qualidade ambiental da ordem econômica nacional.