Nos caminhos do Brás: disputas, trocas e resistências

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Aguiar, Ana Lidia de Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8132/tde-15102024-143256/
Resumo: Os mercados populares na cidade de São Paulo, em especial o território do Brás, são plurais e dinâmicos, são espaços marcados pela dinâmica das trocas e atravessados por distintas escalas de conflito, violências e vigilância. Aqui se reproduzem em escala local, as disputas que se dão em âmbito estrutural do Estado. Com o agravamento da pandemia da Covid-19 os mercados populares passam por processos de (re)configuração, modificando as formas de ocupação da cidade, aprofundando as disputas políticas historicamente marcadas, sobretudo, pela intensidade da violência policial operante na gestão e controle do comércio de rua, através do uso de dispositivos de coerção e extração de riqueza. Nesse sentido, essa tese busca mapear e analisar as relações intercambiáveis e conflituosas entre agentes estatais e os demais atores do mercado popular, em especial os trabalhadores urbanos. Nesse sentido, pode ser possível compreender o engenho de determinados dispositivos de gestão do espaço urbano e das populações, responsáveis por constantes disputas e conformações do e no Estado. Aqui propõe-se a compreender o campo político do conflito urbano em torno de formas de controle da cidade e a atuação dos ambulantes frente a um cenário de pobreza, violência, destruição e devastação