Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Gonçalves, Priscila Freitas das Neves |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17157/tde-03022023-145400/
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Resumo: |
A paracoccidioidomicose (PMC) é uma doença fúngica sistêmica, seu principal agente etiológico é o Paracoccidioides spp, que é encontrado no solo. Estudos demonstram que sua incidência seja subestimada, elevando o risco dos trabalhadores rurais. Diante da problemática exposta sobre a infecção, e as notificações dos casos não serem obrigatórias e, a escassez de dados mensuráveis na literatura motivaram o desenvolvimento deste estudo no intuito de identificar e avaliar o manejo clínico da PMC de um hospital terciário de Minas Gerais, e propor ações de promoção visando a identificação precoce desta doença, bem como também capacitar os profissionais de saúde que atuam na Atenção Primária à Saúde no sentido de diagnóstico precoce. O presente estudo analisou os dados de 62 pacientes atendidos na Santa Casa de Passos-MG de janeiro de 2010 a dezembro de 2019. A maioria dos participantes era do sexo masculino (74,2%) e (25,8%) do sexo feminino, e a idade mediana foi 50,5 anos. Os resultados mostraram que 46 (74,2%) pacientes apresentaram a Forma Crônica e 14 (22,6%) pacientes, a Forma Aguda/Subaguda e, 2 (3,2%) pacientes, a Forma Mista associado à imunossupressão HIV. Dos 62 participantes analisados, oito (13%) pacientes evoluíram a óbito, todos do sexo masculino, cinco (8%) morreram no ano do diagnóstico, dois (2%) pacientes tinham o diagnóstico de HIV com a forma disseminada da doença. Para os profissionais de saúde foram aplicados 41 formulários, 23 (37%) profissionais médicos e 18 (29%) profissionais de enfermagem. Destes 28 (68%) já ouviram falar de Paracoccidiodomicose ou Blastomicose, porém 26 (63%) não sabem como é feito o diagnóstico. Foi realizada também a capacitação de médicos e enfermeiros de atenção primária à saúde da macrorregião de Passos, que é composta por quatro microrregiões: Passos, Piumhi, São Sebastião do Paraíso e Cássia. Finalmente o estudo resultou na produção de uma cartilha sobre o manejo clínico da PCM. |