A condição judicial : tempo, afetos e exploração

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Saura, Tiago Luís
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2138/tde-09102020-141511/
Resumo: O presente trabalho busca a crítica imanente à figura da conciliação em processos individuais com pleito de pagamento de verbas salariais não pagas. Para tanto utilizamos o tempo como linha mestre para a crítica. Passamos pelo tempo processual, pela expectativa do tempo e pelos afetos que envolvem o tempo e as relações sociais, como o medo, o desamparo e a esperança. Estabelecemos qual a função do Estado na exploração da força de trabalho e manutenção do capitalismo, bem como a utilização do poder e dos afetos. Ademais, apresentamos o tempo da rotação do capital e como a conciliação e a demora processual podem ser úteis para o ganho do capitalista. Apresentamos a conciliação como ferramenta de exploração da classe trabalhadora e como há aceitação da conciliação com base nos afetos medo, esperança e desamparo.