Transmasculinidades no Sistema Público de Saúde: experiências dos utentes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Heinzelmann, Fernanda Lyrio
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-28052020-162355/
Resumo: Esta pesquisa tem como foco transmasculinidades em sistemas públicos de saúde. Para tal, investiga o processo de transição de gênero desde a perspectiva de homens trans que utilizaram serviços públicos de saúde no Brasil e em Portugal. E busca compreender de que maneira estas experiências podem contribuir para a proposição e reformulação de Políticas Públicas no Brasil. Para entender especificidades sobre transmasculinidades, os conteúdos de leis e políticas públicas foram considerados, porque estes fornecem as bases para algumas das dificuldades que homens trans vivenciam diariamente. Foram investigados os processos de transição de gênero de dois homens trans brasileiros, e dois homens trans portugueses, considerando as experiências destes homens enquanto utentes do sistema público de saúde de seus países. A fim de identificar aprofundadamente estas experiências, foram conduzidas entrevistas, abertas no Brasil, e semiestruturadas em Portugal. Também foi feita uma revisão da literatura específica e um levantamento de documentos públicos brasileiros e portugueses. A Psicologia Social, como postulada por Enrique Pichon-Rivière orientou a compreensão do conteúdo das entrevistas. As entrevistas evidenciaram similaridades nas experiências dos interlocutores, como o atendimento que tiveram no sistema público de saúde, apontando a necessidade de constante formação das pessoas que nele atuam. E revelaram também a dificuldade dos interlocutores em terem suas auto-identificações respeitadas e legitimadas. As trajetórias dos interlocutores demonstraram ainda a importância das rede afetiva para troca de informações, e elaboração das questões que vivenciam