Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Ribeiro Júnior, José Raimundo Sousa |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-22082016-122905/
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Resumo: |
Essa pesquisa tem como objetivo avançar na compreensão dos problemas relacionados à alimentação da classe trabalhadora. Para isso, tomamos como ponto de partida a crítica ao conceito de segurança alimentar e ressaltamos como sua aplicação em políticas nacionais e internacionais não resultou na erradicação da fome. Em seguida, buscamos superar uma compreensão redutora da alimentação (que define-a como uma necessidade elementar ou biológica) por meio da consideração das práticas alimentares (produzir, adquirir, preparar e consumir os alimentos). Neste percurso, ressaltamos que considerar a reprodução das relações sociais capitalistas é indispensável para a compreensão da alienação que caracteriza tais práticas. Na segunda parte da tese passamos a considerar o processo de urbanização da metrópole paulistana, com o objetivo de explicitar como a segregação espacial interfere na reprodução da classe trabalhadora e consequentemente na maneira como ela realiza suas práticas alimentares. Destacamos a importância do conceito de urbanização crítica, fundamental para a interpretação da reprodução da classe trabalhadora na cidade e tomamos dois recortes espaciais (Brás e Grajaú) como meio de aprofundar a análise das práticas alimentares em São Paulo. Por fim, no último capítulo identificamos as dificuldades e os constrangimentos que caracterizam as práticas alimentares dos trabalhadores entrevistados e destacamos formas específicas de lidar cotidianamente com a falta de alimentos e a fome. |