Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
Mancini, Márcio Corrêa |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5135/tde-14102014-153402/
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Resumo: |
INTRODUÇÃO: A secreção do hormônio de crescimento (GH) está diminuída em obesos. Existem controvérsias se esta diminuição é conseqüência ou um dos fatores causais da obesidade. Perda de peso leva a alguma recuperação da secreção de GH. Não há estudos publicados sobre o efeito da derivação gástrica (gastrojejunal) com anastomose em Y-de-Roux (BPG) sobre o perfil de secreção de 24 h de GH. Por outro lado, a ghrelina é um peptídeo secretagogo de GH produzido no estômago, orexigênico, lipogênico e adipogênico, cujos níveis oscilam ao longo do dia e estão diminuídos na obesidade. As variações circadianas de ghrelina têm papel no controle da homeostase energética e secreção de GH. O nível de ghrelina eleva-se com perda de peso induzida por dieta, mas os dados são controversos sobre mudanças desses níveis após cirurgias bariátricas. Este estudo tem por objetivo caracterizar os perfis de secreção de GH e ghrelina em mulheres com obesidade grau III antes e após BPG e suas correlações com variáveis metabólicas. MÉTODOS: Coletas de sangue a cada 20 minutos por 24 horas foram realizadas em obesas mórbidas não diabéticas na pré-menopausa antes e seis meses após BPG. O procedimento foi realizado em balanço calórico neutro por quatro dias. Foram dosados glicose e insulina; GH em todas as amostras e ghrelina às 08:00h, 10:00h, 12:00h, 19:00h e 02:00h. A taxa metabólica de repouso (TMR) foi avaliada por calorimetria indireta e as massas adiposa (MA) e magra (MM) foram medidas por DEXA. RESULTADOS: Houve uma redução de 27% do peso corporal e IMC (de 55,9 ± 6,2 kg/m2 para 40,7 ± 5,8 kg/m2, p<0,001) com elevação de vários parâmetros de secreção de GH (GH basal, GH médio, p<0,05; área, amplitude e número de picos, p<0,001); redução de glicemia (p = 0,03), insulinemia de jejum (p = 0,005) e HOMA (p = 0,004). Não houve diferença nos níveis de ghrelina basal, pós-prandial e médio. O GH médio apresentou correlação negativa com as mudanças no peso (p = 0,003; r = -0,631), IMC (p <0,001; r = -0,731), MA (p = 0,003; r = -0,635), MM (p = 0,02; r = -0,507), circunferência abdominal (p = 0,01; r = -0,555), TMR (p = 0,01; p = -0,539), insulina de jejum (p = 0,014, r = -0,538) e HOMA (p = 0,01; r = -0,560), mas não com a glicemia de jejum (p = 0,13; r = -0,354) e a ghrelina (p = 0,6; r = 0,118). O melhor determinante da secreção de GH foi o IMC sendo responsável por 54% da variação do GH médio (r2 = 0,54). CONCLUSÕES: Há uma recuperação parcial da secreção de GH, reduzida no pré-operatório em obesas mórbidas, após perda de peso induzida seis meses após a cirurgia, indicando que a secreção reduzida não é um fator primário ou causal da obesidade, mas sim uma conseqüência da obesidade e essa recuperação é independente do perfil de secreção de ghrelina |