O texto acadêmico promocional e a ética do malandro: gestos de análise da incorporação de objetos discursivos em textos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Araujo, Augusto Angelo Nascimento
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8142/tde-14082017-110544/
Resumo: Esta tese é um risco. É pau. É pedra. É um pouco sozinho. É um terceiro caminho. É leitura errante. É a morte. É a vida. É escrita diante da escrita. É um laço. É um anzol. É o queira ou não queira. É uma ponte. É um conto. É Maria. É José. É um incômodo diante de um problema: a pergunta importada e, em consequência, a necessidade forjada de pesquisar um objeto. É um ato inaugural na história de uma ideia, também chamada de hipótese: há uma tendência de o texto acadêmico se confluir com o texto publicitário. É um desejo de pergunta: Que efeitos de sentido os mecanismos promocionais usados para incorporação de objetos discursivos produzem no texto acadêmico? É filiação: Barzotto (2012); Ducrot (1972); Pêcheux (1979); Rossi-Landi (1985); Baudrillard (1989). É tomada de posição: a recusa à estabilização de leituras sobre um objeto: o texto lido pela dificuldade de domínio de um código, a escrita acadêmica; o texto lido pelo uso indevido da escrita de terceiros, o plágio. É a proposição de uma nova leitura: o texto lido pela inserção do pesquisador no código de ética do malandro. É um corpus, é um tempo: teses inscritas na área de Linguística e Educação, defendidas entre 2010 e 2012. É um até onde, um escopo: a) teses cujo objeto de análise é o texto do aluno; b) teses cujo objeto de análise é a formação do professor. É um método: método de dedução frequencial e análise por categorias temáticas (PÊCHEUX, 1990). É uma metáfora por onde se lê a burla, o blefe, a malandragem: Memórias de um Sargento de Milícias, de Manoel Antônio de Almeida; A volta do marido pródigo, de Guimarães Rosa; e O homem que falava javanês, de Lima Barreto. É um gesto, são gestos de análise. É uma carta-convite. É a proposição: há uma terceira margem do rio, de onde se inscreve numa ética que nega a do malandro, onde se insere numa outra ordem de feitura do conhecimento, do texto acadêmico e de si. Esta é uma tese: é um risco assumido. É a minha tese.