Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Renesto, Ana Paula Carneiro |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-01042015-140849/
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Resumo: |
Esta pesquisa inseriu-se no campo dos estudos relacionados à leitura e à educação e objetivou compreender, da perspectiva da psicologia histórico-cultural, questões referentes às opiniões que os professores de língua portuguesa do 2º. segmento do ensino fundamental e do ensino médio manifestam sobre a formação leitora dos alunos das camadas populares. A coleta de dados para análise consistiu de 87 textos escritos por professores, em sua maioria da rede pública de ensino da região metropolitana da cidade de São Paulo, e objetivou investigar que aspectos os docentes valorizam ao explicar os raros casos de constituição leitora entre tais alunos. A partir da análise dos dados, percebeu-se que há uma tendência a atribuir o mérito pelo êxito na constituição leitora à família do aluno e a ele próprio por suas características inatas, suas capacidades, e seu papel ativo , e que há uma perspectiva pouco crente no papel da escola e do professor, aos quais apenas um quarto dos sujeitos atribuíram papel relevante. A análise também apontou que a graduação em instituições de maior prestígio está ligeiramente vinculada a um menor recurso a justificativas endógenas e fortemente ligada a uma crença maior na possibilidade de a escola e o professor serem fatores de constituição leitora. Tais achados apontam a importância de sólida formação: que enfatize que o desenvolvimento humano e, portanto, a constituição leitora, não se devem a características inatas, e não são espontâneos ou naturais; que aqueles, ao contrário, requerem não apenas a mediação desafiadora, qualificada e cativante de membros mais experientes do grupo cultural, mas também trabalho por parte do aluno; e que fortaleça a crença dos professores na educação e em si próprios. Do ponto de vista teórico, foram levados em consideração os estudos sobre leitura e letramento de Magda Becker Soares, Marisa Lajolo e Maria Zélia Versiani Machado, as análises sociológicas de Bernard Charlot, Bernard Lahire e Zaia Brandão, as reflexões sobre a formação e o trabalho docente por Bernardete Gatti, José Carlos Libâneo, Maria Isabel de Almeida e Maurice Tardif, e os estudos sobre a perspectiva vygotskiana do desenvolvimento humano conduzidos por Ana Luíza Smolka, Marta Kohl de Oliveira, Pablo del Río e Teresa Rego. |