Avaliação do filme lacrimal e da superfície ocular em modelos animais de olho seco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Barros, Jacqueline Ferreira Faustino
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17150/tde-11062021-083557/
Resumo: Objetivo: Avaliar a superfície ocular (SO) de modelos animais com a doença do olho seco (DOS) em doenças metabólicas e uso crônico de cloreto de benzalcônio. E compara-los ao grupo controle (CG) em critérios funcionais, histológicos e moleculares. Métodos: Foram utilizados ratos Wistar machos, pesando 220-250g, induzidos para: a) Diabetes mellitus (DM) por injeção intravenosa única de estreptozotocina a 60 mg/kg, e alojados durante 8 semanas em biotério; b) Hipotireoidismo (HT) induzidos com metimazol 500 mg/l diluído na água de bebedouro, durante 5 semanas); c) Uso crônico de cloreto de benzalcônio (BAK)instilação tópica ocular de colírio com BAK a 0,2% duas vezes ao dia, durante 7 dias. Estes foram comparados com ratos CG pareados por idade e sexo (n=10/em cada grupo de estudo). Avaliação funcional: teste de fenol vermelho, coloração de fluoresceína, teste de sensibilidade através de capsaicina 10&micro;M, osmolariadade do filme lacrimal e sanguínea. Avaliação histológica da glândula lacrimal (GL) e córnea (CO) avaliando a espessura do epitélio. Avaliação molecular de expressão relativa de mRNA pelo método de qPCR em tempo real utilizado para comparar a expressão de Il1 beta, Il6, Mmp9 e Tnf alfa na CO, GL, e gânglio do trigêmeo (GT). E ainda, marcadores de reparação tecidual Bmp7, Fgf10, Runx1, Runx3 e Smad1 em GL. Além de receptor TRPV1 em CO. E ainda utilizamos a avaliação de estresse oxidativo da catalase e glutationa oxidada (GSSG) por métodos fluorimétricos na GL. Resultados: O grupo DM apresentou menor fluxo lacrimal e maior osmolaridade sanguínea (p=0,02 e p<0,001 respectivamente); Maior atividade da catalase na GL (p<0,001); Menor expressão de TRPV1 na CO (p=0,03), maior expressão de Il1b e Il6 em GL e GT (p=0,03 e p=0,03), menor expressão de Runx1 GL (p=0,02). O grupo HT apresentou maior osmolaridade lacrimal (p<0,001); Maior atividade da catalase na GL (p=0,02); apresentou expressão reduzida de Mmp9 no CO (p< 0,001), maior expressão de Runx3 na GL (p=0,01) e maior expressão de Il1b no GT (p = 0,004). O grupo BAK apresentou maior sensibilidade ao teste pata olho (p=0,001) maior osmolaridade sanguínea (p=0,001); E ainda, menor espessura do epitélio da CO (P<0,001); Maior expressão de Il1b, Il6 na GL (p=0,001 e p=0,03 respectivamente) e menor expressão de Mmp9 e Runx3 (p=0,009 e p=0,009); Maior expressão de Il1b e Tnfa no GT (p=0,01 e p=0,04). Conclusões: Nossos modelos de estudo da DOS causaram mudanças em toda unidade funcional lacrimal. Nos DM levaram a perda de sensibilidade e inflamação na SO e GT. No grupo HT, inflamação na SO e GT e aumento nos mediadores de reparação tecidual da GL. E o BAK, hiperestesia na SO e inflamação na GL e GT. Nós esperamos que estas observações possam contribuir em estudos futuros em possíveis diagnósticos e tratamentos para DOS.