Internet e práticas sociais : identidades e “vozes surdas” em comunidades virtuais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: CORDEIRO, Wandegreice Santana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
UFRPE - FUNDAJ
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação Associado em Educação, Culturas e Identidades
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/7597
Resumo: Esta pesquisa se propõe a analisar práticas sociais de surdos e daqueles que carregam as vozes sociais dos surdos, no ambiente virtual da internet, especificamente em redes sociais. O objetivo foi compreender regularidades nessas práticas que podem potencializar ou limitar o jogo de vozes que lutam socialmente pela inclusão e reconhecimento das identidades surdas. Para tanto, alguns conceitos centrais são aprofundados ao longo da pesquisa: práticas sociais; redes sociais; discurso; dialogismo; identidades. Esses são os eixos norteadores em torno dos quais conduzimos a discussão. Sustentamos como ponto congruente a perspectiva histórico cultural, da escola de Vigotski (1998; 2000; 2005) e Bahktin (1994; 2004) que considera as raízes sociais, culturais e políticas do indivíduo enquanto sujeito de ação. Trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo, cuja metodologia realizou-se através de etnografia virtual, com observação participante em grupos de uma rede social na internet, os quais abordam temáticas relacionadas à surdez. Através da análise dialógica do discurso, foi possível verificar as tensões e os movimentos existentes entre vozes nos enunciados, em postagens e comentários, para compreensão de possíveis regularidades discursivas que favorecem/desfavorecem práticas inclusivas à pessoa surda e sua identidade. Concluímos que não há uma centralidade cultural surda, pois os discursos apontam e manifestam uma heterogeneidade identitária carregada de vozes sociais.