Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Eberhardt, Emily da Silva |
Orientador(a): |
Rosset, Idiane |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Palavras-chave em Espanhol: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/284698
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Resumo: |
Introdução: O crescente envelhecimento populacional tem como consequência o aumento da prevalência de doenças crônicas entre os idosos. O manejo clínico das doenças crônicas e a saúde do idoso estão entre as prioridades de pesquisa em enfermagem. A multimorbidade consiste na ocorrência de duas ou mais doenças crônicas no mesmo indivíduo e tornou-se uma prioridade para a saúde global. O detalhamento da multimorbidade em idosos, valorizando as especificidades entre os sexos e grupos etários, assim como as morbidades mais frequentes em idosos considerando as grandes regiões brasileiras, são relevantes para a formulação de políticas públicas de saúde do idoso mais equitativas e para subsidiar a tomada de decisão e organização do cuidado de enfermagem. Objetivo: Analisar os fatores associados ao sexo e grupos etários de idosos brasileiros com multimorbidade e as morbidades mais frequentes de acordo com as grandes regiões em 2013 e 2019. Método: Trata-se de um estudo transversal, com dados individuados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), coletados em 2013 e 2019. A PNS é um inquérito domiciliar de base populacional, representativo para o Brasil, realizado pelo IBGE e Ministério da Saúde. O plano amostral da PNS foi complexo, realizado a partir de um plano conglomerado em três estágios. A população deste estudo foi constituída por idosos brasileiros de 60 anos ou mais, e compuseram a amostra todos os idosos que participaram da PNS e que responderam ao questionário do morador selecionado (2013: n = 11.177; 2019: n = 22.728). Foram considerados dois grupos etários: mais jovens, de 60 a 79 anos; e mais velhos, de 80 anos ou mais. Os dados foram obtidos nas bases de dados da PNS, no site do IBGE. Em seguida, foram organizados em planilha eletrônica conforme as variáveis de interesse. Foram utilizadas variáveis sociodemográficas, condições de saúde e comportamentais. A análise dos dados foi realizada no programa SPSS for Windows, versão 20.0, com análises de amostra complexa, utilizando os pesos amostrais da PNS, e empregando o teste Qui-quadrado para as associações. As variáveis foram apresentadas por meio de frequências relativas e intervalos de confiança de acordo com os anos dos inquéritos. Este estudo dispensou a apreciação de Comitê de Ética em Pesquisa por tratar-se de dados de domínio público e atende às diretrizes éticas da resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Resultados: A prevalência de multimorbidade em idosos brasileiros em 2013 foi de 51,2%, aumentando para 56,7% em 2019, e foi associada a fatores sociodemográficos, comportamentais e de saúde. Considerando-se idosos com multimorbidade, as variáveis ser casado, com ensino fundamental incompleto, cor ou raça branca, idade de 60 a 79 anos, consumo de álcool e tabaco e internação hospitalar apresentaram associação em maior proporção com o sexo masculino, e a menor renda, quedas e consultar com médico no último ano, com o sexo feminino. O estado civil casado, consumo de álcool e tabaco e menor renda apresentaram associação com o grupo etário de idosos mais jovens. O ensino fundamental incompleto foi associado ao grupo etário mais jovem em 2013, e com o mais velho em 2019. Entre os mais velhos, observou-se associação com o estado civil viúvo, cor branca, consulta com médico no último ano e quedas, em ambos os anos, e com internação hospitalar em 2019. As morbidades mais frequentes em idosos foram, respectivamente, Hipertensão Arterial Sistêmica, problema crônico de coluna, hipercolesterolemia, Diabetes Mellitus e artrite ou reumatismo, no Brasil e nas suas regiões. As morbidades foram mais frequentes em idosos mais jovens (60 a 79 anos), no sexo feminino e na região sudeste, embora tenha sido observado importantes diferenças entre estes subgrupos. Conclusão: Os dados mostraram importantes diferenças na distribuição da multimorbidade e fatores associados entre os sexos e grupos etários de idosos, fornecendo subsídios para a organização dos serviços de saúde e para a integralidade do cuidado. A identificação das morbidades mais frequentes em idosos, por sexo e grupos etários, nas grandes regiões, fornece subsídios aos profissionais de saúde, gestores e formuladores de políticas públicas para reconhecerem as reais condições e necessidades de saúde da população brasileira no contexto regional, visando políticas públicas que promovam a saúde do idoso e o envelhecimento saudável mais equitativos em todo o país. |