Desenvolvimento de banco de dados para pesquisadores de gestantes com IST atendidas na maternidade Climério de Oliveira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Freire, Jacielma de Oliveira
Orientador(a): Diemen, Lisia von
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
HIV
STI
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/202551
Resumo: Introdução: A ocorrência de Infecção Sexualmente Transmissível (IST) na gestação traz impacto para a gestante, seu(s) parceiro(s) sexual(ais) e para o recém-nascido (RN) que pode adquirir infecções congênitas com consequências para seu desenvolvimento e integração à sociedade. O acompanhamento de dados referentes às IST nessas gestantes pode subsidiar novas pesquisas e estratégias de abordagem, melhorando a assistência para esse problema de Saúde Pública. Objetivos: Desenvolver modelo de banco de dados (BD) em gestantes portadoras de hepatites (B e C), HIV e Sífilis e elaborar um manual para uso do BD. Além disso, testar o BD através da avaliação das prevalências de IST e fatores associados. Métodos: BD: Estudo aplicado com metodologia de desenvolvimento de BD relacional em maternidade pública de Salvador, seguindo 03 momentos: criação de modelo conceitual com a construção de ficha padronizada, a partir da avaliação das demandas do serviço, fichas de notificação e impressos do prontuário; transformação para modelo relacional estabelecendo relação entre a ficha padronizada e o banco na plataforma Research Eletronic Data Capture (REDcap) com a criação de dois formulários contendo chaves de relação entre eles; finalizando com o modelo físico, cujas IST foram identificadas nas notificações, sendo preenchido o formulário 1 e parte do formulário 2, este último complementado com dados de prontuário. Teste piloto para ajustes das variáveis. Manual: Revisão de literatura, identificação da população disponível no BD, critérios éticos para uso do BD, dicionário de variáveis, diagramação gráfica do manual. Artigo: exportação das variáveis do banco para o IBM Statistical Package for the Social Sciences Statistics (SPSS), análise das prevalências de IST e correlações entre os fatores associados pelo Teste do Qui Quadrado de Pearson e Teste Exato de Fischer. Resultados: O BD físico foi alimentado de outubro de 2018 a março de 2019, sendo incluídas no banco 520 gestantes com IST notificadas dos anos de 2014 a 2017: a prevalência (por 1000 nascidos vivos) de Hepatite B (n=43), Hepatite C (n=10), HIV (n=79) e Sífilis (n=409) foi respectivamente 3,39; 0,79; 6,23 e 32,24 no período de 2014 a 2017. Para o formulário1, de identificação, foram suficientes as fichas de notificação, enquanto para o sociodemográfico, contendo o número do protocolo e outras 42 variáveis, houve necessidade de solicitação dos prontuários, não estando disponível o ano de 2017. O formulário 2 não continha dados de identificação das gestantes, podendo ser exportado sem expor a privacidade das participantes. Para as análises bivariadas, foram relacionadas 275 gestantes com IST, notificadas de 2014 a 2016, havendo relação, estatisticamente significante, entre a Sífilis e as demais IST e com a área de vinculação. Conclusão: Espera-se que esse BD seja uma ferramenta para o pesquisador e auxilie a gestão promovendo melhorias na assistência. A alta prevalência das IST reforça a necessidade de criação de BD nas instituições para detecção de fatores sociodemográficos e comportamentais, respeitando as particularidades locais de cada população específica.