Acurácia das características definidoras dos diagnósticos de enfermagem relacionados à função respiratória em pacientes atendidos pelo time de resposta rápida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Vieira, Laura Fonseca
Orientador(a): Azzolin, Karina de Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/247782
Resumo: Introdução: a inferência de diagnósticos de enfermagem (DE) relacionados à função respiratória é dificultada pela diversidade de diagnósticos relacionados a essa condição com causas e características definidoras (CD) similares. Conhecer o potencial preditor das CD para a inferência de um DE, contribui para a capacidade intuitiva do enfermeiro produzindo diagnósticos que representam com precisão o estado do paciente. Objetivo: avaliar a acurácia das CD dos DE respiratórios Troca de gases prejudicada (TGP), Ventilação espontânea prejudicada (VEP) e Padrão respiratório ineficaz (PRI) em pacientes atendidos pelo time de resposta rápida (TRR). Método: análise transversal, retrospectiva de 391 prontuários de pacientes atendidos pelo TRR com os gatilhos FR<8 e >35, SpO2 <90%. As CD foram inferidas a partir dos registros e então submetidas ao teste de sensibilidade, especificidade, valores preditivos (positivo e negativo) e acurácia. Resultados: os 391 pacientes avaliados eram predominantemente do sexo masculino (53,7%), a média de idade foi de 62,4 anos (±16,6). O motivo da internação foi 84,6% clínico e 15,3% cirúrgico. As comorbidades mais prevalentes foram hipertensão arterial sistêmica (50,1%) e Diabetes Mellitus (30,9%). Em relação à hábitos pessoais 31,7% dos participantes eram fumantes ou fumantes em abstinência e 12,8% possuíam doença pulmonar obstrutiva crônica, destes 44% eram hipercápnicos (5,6% da amostra). O diagnóstico PRI foi o DE mais prevalente, presente em 153 (39,1%) pacientes, VEP esteve presente em 126 (32,2%) e TGP em 24 (6,1%) casos. O gatilho mais prevalente foi saturação de oxigênio<90% em 283 (72,4%) dos atendimentos. A enfermagem foi quem mais acionou o TRR em 333 (85,2%) casos. 135 (34,5%) pacientes internaram na unidade de terapia intensiva e 158 (40,4%) tiveram óbito hospitalar. Obteve-se uma baixa acurácia das CD isoladas em relação aos DE respiratórios. Somente as CD hipercapnia e sonolência apresentaram acurácia superior a 70% para TGP. Os agrupamentos de hipercapnia, taquicardia e dispneia; inquietação e uso aumentado da musculatura acessória mostraram-se com a melhor acurácia para os diagnósticos de TGP e VEP, respectivamente. Nenhuma das CD isoladas ou agrupadas mostraram boa acurácia com o diagnóstico PRI, apesar deste ter sido o DE mais prevalente na amostra. Conclusão: este estudo demonstrou uma baixa acurácia das características definidoras isoladas em relação aos diagnósticos de enfermagem respiratórios elencados pelos enfermeiros na prática clínica. Obteve-se um aumento dos valores de acurácia quando estas características definidoras foram analisadas em conjunto.