Influência da gabapentina sobre o grau de sedação, variáveis fisiológicas e dose de propofol em gatos premedicados com acepromazina e metadona

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Ferronatto, João Victor Barbieri
Orientador(a): Monteiro, Eduardo Raposo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/278901
Resumo: Objetivos: O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência da administração da gabapentina, em ambiente hospitalar, sobre os escores de sedação, dose de propofol e variáveis fisiológicas em gatos premedicados com acepromazina e metadona. Materiais e Métodos: Trinta e quatro gatos foram aleatoriamente separados em dois grupos e receberam 100 mg de gabapentina via oral (grupo Gabapentina) ou placebo (grupo Controle) 100 minutos antes da medicação pré-anestésica (MPA) composta por acepromazina (0,05 mg/kg IM) associada à metadona (0,3 mg/kg IM). Foram avaliados os escores de sedação, utilizando a Escala Visual Analógica Interativa (EVAI – 0 a 100 mm) e a Escala Numérica Descritiva (END – 0 a 14), frequência cardíaca, frequência respiratória (FR) e pressão arterial sistólica (PAS) antes (momento basal - T0), 100 minutos após o tratamento (T1) e 30 minutos após a MPA (T2). Além disso, as variáveis fisiológicas e dose total de propofol foram registradas após a indução anestésica (T3). Resultados: No momento T1, não foi observado diferença significativa nos escores de sedação entre os grupos e dentro de cada grupo em comparação com o T0. No momento T2, houve aumento significativo nos escores de sedação em relação a T0, mas os escores não diferiram entre os grupos. Os escores pela pela EVAI e END (mediana [intervalo interquartil]) foram: 9 (4-13) e 2 (1-4) para o grupo Controle e 12 (5-32) e 4 (2-5) para Gabapentina, respectivamente. As variáveis fisiológicas não foram alteradas pela gabapentina. A MPA reduziu significativamente a PAS e a FR em ambos os grupos, sem resultar em hipotensão arterial (PAS < 90 mmHg). Após a indução anestésica, 71% dos gatos do grupo Controle e 100% do grupo Gabapentina apresentaram hipotensão. A dose total de propofol necessária para a indução foi 7,6 ± 2,2 mg/kg e 7,3 ± 2,8 mg/kg para os grupos Controle e Gabapentina, respectivamente, sem diferença significativa entre os grupos. Conclusão: A administração da gabapentina em gatos hígidos não resultou em aumento nos escores de sedação e não potencializou a sedação promovida pela MPA. A dose de propofol necessária para a indução anestésica e as variáveis fiológicas também não foram influenciadas pela gabapentina.