Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Heissler, Simone Zanotelli |
Orientador(a): |
Gurski, Rose |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/202508
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Resumo: |
Este trabalho de mestrado parte de uma experiência realizada com adolescentes que cumpriam medidas de privação de liberdade em uma instituição socioeducativa na cidade de Porto Alegre. Durante o período de familiarização na Instituição, chamou nossa atenção o expressivo número de escritos com que os adolescentes marcavam as paredes e muros. Passamos a nos inquietar com estas produções: o que poderiam desvelar acerca dos modos de sofrimento destes jovens? Seria possível uma escuta da escrita destes jovens? Partindo destas inquietações, nosso objetivo foi criar um dispositivo a fim de refletir sobre os possíveis efeitos de sujeito que poderiam advir da escuta da escrita. A partir do enlace da escuta psicanalítica e, portanto, de sua ética, com os efeitos ético-metodológicos do tema da experiência em Walter Benjamin, criamos o dispositivo nomeado “Roda de Escrita”. No desenlace do estudo, discorremos também sobre a posição que estes jovens têm ocupado no laço social atual e suas aproximações com a figura do homo sacer , proposta por Giorgio Agamben. Questionamo-nos ainda se a criação de um espaço para a transmissão da narrativa seria uma forma de suspender estes jovens, ainda que brevemente, do lugar de invisibilidade e de vida nua. Neste diapasão, nossa proposta foi discutir a função política da Psicanálise e do psicanalista, bem como sua posição de resistência frente a algumas condições presentes no laço social. Diante dos escritos e narrativas trazidas pelos jovens em cada encontro, seguimos apostando na escuta e na circulação da palavra destes adolescentes como um modo fazer deslizar, ainda que brevemente, as posições de homo sacer e da vida loka , para vida loka que também ama. Por fim, discutimos alguns aspectos acerca da Psicanálise em contextos socioeducativos, bem como os modos possíveis de enlace nesse campo. |