Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Zandavalli, Laura Alberti |
Orientador(a): |
Cadore, Eduardo Lusa |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/257564
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Resumo: |
O futebol sofreu transformações nos últimos anos, principalmente com o aumento da distância percorrida em alta velocidade, acelerações e desacelerações. Além disso, o aumento da carga de trabalho e das partidas também foi perceptível, o que tornou o calendário de jogos congestionado e um tempo de recuperação insuficiente aos atletas. Consequentemente, o acúmulo de fadiga pode resultar em alteração na força muscular excêntrica de isquiotibiais gerando prejuízo no desempenho e elevando o risco de lesão, já que essa musculatura é uma das mais utilizadas durante a prática esportiva. Entretanto, também pode se esperar aumentos nos níveis de força, especialmente, quando são incluídos protocolos específicos, como por exemplo o uso do exercício nórdico. A partir disso o objetivo do presente estudo é descrever e comparar o desempenho da força excêntrica de isquiotibiais em jogadores de futebol no início da pré-temporada e no início da temporada competitiva em um time profissional, com o intuito de verificar se a mesma sofre variação. Foram incluídos 20 atletas profissionais de futebol que disputam competições nacionais e que foram avaliados por dois momentos, o primeiro no início da pré-temporada e o segundo no início da temporada competitiva (8 semanas após a primeira avaliação). A avaliação da força excêntrica de isquiotibiais ocorreu durante o Exercício Nórdico em um dispositivo personalizado, que utiliza células de carga com transferência simultânea de dados via bluetooth. Para a análise estatística foi utilizado teste de Shapiro Wilk para normalidade e teste T para amostras pareadas e o nível de significância adotado foi de 0,05. Os atletas avaliados tiveram idade de 25,9±5,4 anos, estatura 179,2±8,4 centímetros, massa corporal 79,6 ± 9,9 quilogramas. No início da temporada competitiva os jogadores apresentaram redução da força absoluta (p=0,014; tamanho de efeito -0,41; variação percentual -6,0±11,3) e da força relativa (p = 0,04; tamanho de efeito - 0,51; variação percentual de -5,3±12,1), mantendo constante a massa corporal (p=0,700; tamanho de efeito -0,02). Em conclusão, a força muscular excêntrica de isquiotibiais dos jogadores de futebol medida durante o Exercício Nórdico apresenta queda após 8 semanas do início da pré-temporada, podendo ser consequência do excesso de carga de trabalho e do acúmulo da fadiga residual, que pode induzir maiores alterações bioquímicas como danos musculares e alterações no desempenho do jogo, além de exacerbar o risco de lesão. |