Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Görgen, Camila Oliveira |
Orientador(a): |
Corso, Luciana Vellinho |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Palavras-chave em Inglês: |
|
Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/198583
|
Resumo: |
O Esta dissertação tem como objetivo principal relacionar o perfil neuropsicológico com desempenho aritmético e verificar quais são os fatores externos ao aluno que influenciam ambos aspectos. Esta relação é pouco investigada no Brasil e as pesquisas já existentes, mesmo estrangeiras, são pouco conclusivas em relação aos resultados. Participaram da pesquisa 166 crianças, entre 9 e 12 anos de idade, estudantes do 4º e do 6º ano do Ensino Fundamental, de três escolas estaduais, localizadas na Zona Sul do município de Porto Alegre. O primeiro estudo traça o perfil neuropsicológico dos alunos com e sem dificuldades aritméticas, por meio de uma bateria neuropsicológica, o NEUPSILIN-Inf que avalia 8 funções, por intermédio de 26 subtestes. Para avaliação do desempenho foi utilizado o subteste de aritmética do Teste de Desempenho Escolar (TDE). Os resultados mostraram que os alunos sem dificuldades tiveram o seu desempenho neuropsicológico mais preservado do que os alunos com dificuldades. Os alunos de 4º ano com dificuldades aritméticas evidenciaram déficits relevantes na linguagem oral e nas habilidades visuoconstrutivas. Já no 6º ano, os alunos com dificuldades mostraram déficits na linguagem, memória e funções executivas. O segundo estudo, derivou do primeiro, e teve como objetivo discutir as influências da escola e da escolaridade dos pais no desempenho aritmético e no perfil neuropsicológico. A pesquisa revelou que o efeito-escola teve uma grande significância em relação ao desempenho escolar, diferentemente do grau de instrução dos pais, que não demonstrou tal impacto, mas teve influência nas tarefas neuropsicológicas que avaliam linguagem. Os dois estudos apresentados nessa dissertação reforçam a importância dos aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais sobre a aprendizagem aritmética. Destaca-se o funcionamento neuropsicológico, o papel da escola e da família no desempenho aritmético. Enfatizam-se as implicações educacionais e o papel do professor nesse movimento. |