Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Correa, Pedro Henrique da Rosa |
Orientador(a): |
Rosa, Adriane Ribeiro |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/285153
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Resumo: |
O comportamento suicida, embora não seja classificado como um transtorno psiquiátrico, representa um desafio significativo para a saúde pública, com aproximadamente 700.000 casos anuais em todo o mundo e sendo a quarta principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. Cerca de 90% dos casos de suicídio na América do Norte estão associados a doenças mentais, como Transtorno Depressivo Maior (TDM), Transtornos por Uso de Substâncias (TUS), Transtorno de Humor Bipolar (THB) e esquizofrenia. O comportamento suicida é influenciado por diversos fatores proximais e distais, complicando a compreensão de sua fisiopatologia, manejo e prevenção. Estudos em populações com transtornos psiquiátricos revelaram que a contribuição genética para esses transtornos é poligênica, o que impulsionou uma mudança de paradigma, favorecendo o uso de metodologias como a proteômica, que avalia conjuntos de proteínas em larga escala. As proteínas desempenham um papel crucial na regulação de funções biológicas, e suas alterações podem estar associadas a condições normais, patológicas ou respostas específicas a intervenções. A proteômica, aliada à bioinformática, oferece uma visão detalhada dos processos celulares, possibilitando a identificação em das proteínas envolvidas em diversos aspectos do metabolismo. No entanto, estudos em larga escala de proteínas no comportamento suicida são menos comuns, indicando a necessidade de mais pesquisas, especialmente na descoberta de biomarcadores e perfis moleculares em amostras de tecido periférico que possam auxiliar na identificação do risco de suicídio. O artigo científico buscou integrar e analisar o perfil molecular do comportamento suicida por meio de duas abordagens: uma busca sistemática de dados proteômicos em tecidos post mortem de indivíduos que cometeram suicídio e uma análise proteômica do soro de pacientes com tentativa de suicídio. Os resultados destacaram três perfis distintos no comportamento suicida: modificações nas proteínas do citoesqueleto, disfunção do metabolismo energético e alterações de proteínas relacionadas ao sistema do complemento e coagulação. Além disso, foram identificadas proteínas que podem atuar como conectores entre o sistema nervoso central e a periferia, sendo candidatas promissoras para biomarcadores. A aplicação da proteômica com espectrometria de massas em tecidos humanos possibilitou uma análise abrangente do perfil molecular associado ao comportamento suicida, com a bioinformática e a biologia de sistemas demonstrando serem ferramentas robustas para a análise eficiente de dados. Apesar disso a validação dessas descobertas é crucial em estudos posteriores, especialmente com amostras mais amplas. |