Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Souza, Uelquer Guedes de |
Orientador(a): |
Nardi, Henrique Caetano |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10183/264298
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Resumo: |
Esta dissertação trata do cuidado nas políticas de prevenção à infecção pelo HIV e à aids. Sustenta-se em uma pesquisa qualitativa exploratória que teve como objetivo principal refletir sobre o cuidado a partir das práticas de uma pesquisa clínica e de algumas práticas sexuais que envolvem a utilização da tecnologia biomédica usualmente conhecida como Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). Apresento algumas reflexões sobre a autoetnografia, em especial no que diz respeito às preocupações, limitações e potências que esta metodologia pode oferecer para se considerarem transformações nas teorias e práticas de cuidado utilizadas no campo da prevenção da infecção pelo HIV e da aids que resultam em controle e normalização. Interessam para esta dissertação, os diferentes modos como o cuidado é performado nesse campo, assim como os diferentes efeitos desses processos. Inspirado pela Teoria do Ator-Rede (TAR), me dediquei a “seguir” um fármaco utilizado como PrEP, na rede que aqui denomino Experimental-fármaco-sexual. Em suma, para a TAR tanto humanos como não humanos criam realidades estabelecendo redes de conexões, constituindo-se como atores que mediam associações sociais. Desse modo, a TAR questiona dicotomias como: sujeito e objeto; sociedade e indivíduo; ciência e experiência, advindas das ciências modernas, buscando superá-las. Nesta dissertação, realizei reflexões sobre o cuidado a partir da minha utilização da PrEP e das políticas que constituem as suas diferentes realidades. Nesse percurso, problematizo a tecnologia biomédica e descrevo, em especial, o que dela é experimentado socialmente e suas repercussões no campo da prevenção ao HIV. Sem dúvida alguma, a PrEP está reconfigurando as sexualidades de homens gays, produzindo novas formas de relação, desejo e afetividade. Se por um lado, a tecnologia tem provocado certa emancipação dos desejos homoeróticos. Por outro lado, ao se amalgamar a alguns discursos do modelo preventivo brasileiro, ela também regula e disciplina corpos, sexualidades, subjetividades e invisibiliza formas de opressão e privilégios. |