Saúde mental de psicólogos que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista: um estudo caso-controle

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Alfieri, Mariana Souto da Silva
Orientador(a): Cysneiros, Roberta Monterazzo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Presbiteriana Mackenzie
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
TEA
Link de acesso: https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/33618
Resumo: A saúde mental é um estado de bem-estar no qual a pessoa é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse diário, conseguir ser produtivo e contribuir com a sua comunidade. Fatores como o estresse, ansiedade e depressão colocam em risco a qualidade de vida, prejudicando a vida pessoal, profissional e acadêmica das pessoas. Profissionais de saúde, como psicólogos, estão mais predispostos a ansiedade, esgotamento, depressão, sofrimento psicológico e estresse ocupacional. Essas questões podem estar relacionadas a um conjunto de fatores como a característica do trabalho, carga de trabalho semanal e quantidade de pessoas atendidas na semana. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento, no qual se caracteriza por déficits persistentes na comunicação e interação social relacionados a comportamentos restritos e repetitivos, sendo fundamental o trabalho realizado pelo psicólogo, que irá manejar comportamentos interferentes e desenvolver novos repertórios comportamentais. O objetivo da pesquisa foi avaliar o estresse, a ansiedade e a depressão de psicólogos que atendem pessoas diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista. Foi uma pesquisa quantitativa, transversal, correlacional, caso-controle. A amostra foi composta por 75 psicólogos clínicos, sendo 62 profissionais no grupo caso e 13 no grupo controle. Os participantes responderam os questionários sociodemográfico e econômico, à escala de Estresse Percebido (PSS), à escala Generalized Anxiety Disorder (GAD-7) e à escala Patient Health Questionnaire for Depression (PHQ-9) online pela plataforma Google Forms. Os resultados mostraram que os psicólogos que atendem TEA possuem maiores níveis de estresse, ansiedade e depressão, comparado aos psicólogos clínicos que não atendem. Correlação positiva e de magnitude forte foi observada entre PSS, GAD-7 e PHQ9. Também, foram encontradas correlações negativas e significativas entre as escalas PSS, GAD-7 e PHQ-9 e tempo de formação, ou seja, quanto maior o tempo de formação, menores são os níveis de estresse, ansiedade e depressão. As variáveis sociodemográficas, tempo de formação, horas semanais trabalhadas não diferiram substancialmente entre os grupos. Diante do exposto, concluímos que a psicólogos que atendem pessoas diagnosticadas com TEA frequentemente apresentaram níveis moderados de estresse percebido, ansiedade e depressão que estão diretamente associados a atividade laboral.