Estudo das interações entre a terapia dietética e a microbiota intestinal na doença inflamatória intestinal: Uma revisão sistemática e meta-análise
Ano de defesa: | 2022 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Oeste Paulista
Mestrado em Ciências da Saúde Brasil UNOESTE |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://bdtd.unoeste.br:8080/jspui/handle/jspui/1450 |
Resumo: | O principal fator de risco para as doenças inflamatórias intestinais (DII) é uma história familiar positiva de 10-25% dos pacientes. A doença de Crohn (DC) pode afetar indivíduos de 15 a 40 anos e de 50 a 80 anos, com maior frequência nas mulheres. Já a retocolite ulcerativa (RCU) pode iniciar em qualquer idade. A patogênese da DII está ligada a indivíduos geneticamente suscetíveis, a microbiota intestinal desregulada (disbiose), a inflamação crônica e a padrões alimentares ruins. A dieta tem papel importante na modulação do microbiota intestinal, podendo ser aplicada como ferramenta terapêutica para melhorar o curso da doença. O objetivo foi realizar uma revisão sistemática e meta-análise sobre as principais interações entre terapia dietética, microbiota intestinal e doença inflamatória intestinal, a fim de elucidar os principais desfechos clínicos após o tratamento nutrológico. O presente estudo seguiu o modelo internacional de revisão sistemática e meta-análise (PRISMA). Incluiu-se estudos clínicos, envolvendo estudos randomizados controlados, prospectivos e retrospectivos publicados de 2010 a 2020. Encontrou-se 17 estudos clínicos randomizados controlados e demais estudos clínicos sobre a modulação da dieta alimentar no controle das DII. Esses estudos mostraram reduções nos sintomas intestinais persistentes, melhora da microbiota intestinal, redução de marcadores de inflamação e melhora na qualidade de vida, com p<0,05 (IC 95%). Os estudos foram homogêneos (I2 = 98,95%), o que aumenta a confiabilidade dos resultados clínicos sobre a importância dietética na modulação das DII. Evidenciou-se o importante papel da modulação da dieta alimentar no controle e até mesmo na remissão das DII. |