Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Tarocchi, Carolina Silva [UNESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://hdl.handle.net/11449/269484
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Resumo: |
A decadência do sistema ferroviário no interior paulista transformou muitos espaços em hiatos na rede urbana. Sob o discurso do progresso, esses territórios são silenciosamente relegados ao abandono, classificados pela lógica capitalista como vazios, perigosos e improdutivos. No entanto, linhas desterritorializantes em constante movimento emergem nesses espaços, desafiando a cidade hegemônica e espetacular. Esses territórios tornam-se lugares de resistência tática, conflitos, pertencimento e memória, regidos por uma temporalidade própria, marcada pela lentidão. A pesquisa investiga dois complexos ferroviários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro (CP) em Bauru - SP, cidade fortemente moldada pelo seu entroncamento ferroviário. O estudo analisa as dinâmicas, vestígios e desvios desses espaços, explorando como linhas de ruptura influenciam novos processos de singularização. O desenvolvimento da pesquisa baseia-se no método da cartografia, fundamentado no pensamento rizomático de Deleuze e Guattari. O caminhar é adotado como procedimento metodológico, resgatando sua conexão com movimentos estéticos e artísticos, e se consolidando como uma forma de construção de um corpo sensível e vibrátil, capaz de apreender as diversas atmosferas urbanas. |